"a minimum postdoctoral salary of $50,000 in 2018"

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Torgal
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"a minimum postdoctoral salary of $50,000 in 2018"

Mensagem por Torgal » quinta fev 21, 2019 8:29 pm

A lista mencionada no email abaixo continua a crescer e já vai em quase 700 subscritores e enquanto isso há países onde realmente se dá valor aos investigadores mesmo daqueles no inicio da carreira com vencimentos que superam inclusive aquilo que cá se paga a um catedrático https://www.sciencemag.org/careers/2016 ... end-levels Nos EUA há até casos excepcionais de posdocs que podem chegar a ganhar 100.000 dólares/ano em certas linhas de investigação financiadas pela industria.

Neste contexto é pertinente e interessante comparar o K-índex dos investigadores desempregados referidos no email abaixo (Heliana Teixeira K=42; Ana Rodrigues K=50; Ana Viana K=51) com os valores constantes na tabela reproduzida no blog De Rerun Natura pela mão do Carlos Fiolhais e onde aparecem diversos conhecidos cientistas, incluindo Highly Cited Researchers e até Reitores https://dererummundi.blogspot.com/2018/ ... ueses.html mas principalmente com os valores residuais dos dois catedráticos também mencionados no email abaixo (K=8 e K=5) que são valores indignos de uma Cátedra sustentada pelos impostos dos contribuintes Portugueses.





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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 7 de Fevereiro de 2019 18:13
Assunto: Carta aberta com mais de 150 de subscritores

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIp ... Q/viewform

Acima link para a carta aberta e respectiva lista de signatários. A subscritora nº 72 está desempregada e de acordo com a base Scopus tem quase 40 publicações referenciadas e um h-index=20, a subscritora nº101 é uma cientista que terminou o contrato em Dezembro apesar de ter 45 publicações referenciadas na base Scopus, já a subscritora nº 63 é uma cientista que também está desempregada, apesar de se ter fartado de produzir nos últimos anos e ter mais de 80 publicações referenciadas na base Scopus https://www.scopus.com/authid/detail.ur ... 7007140977

e vergonhosamente isto sucede no mesmo país onde há vários milhares de docentes do ensino superior que por contrato estão obrigados a realizar actividades de investigação e que contudo não possuem uma única publicação na base Scopus e onde (pasme-se) até há muitos Associados e Catedráticos que não possuem nem sequer uma miserável dezena de publicações na mesma base de dados como por exemplo os quatro abaixo listados, algo que só tem equivalente em universidades de países do Leste como a Roménia, a Bulgária ou de países subdesenvolvidos:
Prof. Catedrático (ULisboa) - https://www.scopus.com/authid/detail.ur ... 3102678900
Prof. Catedrática (U.Porto) - https://www.scopus.com/authid/detail.ur ... 5941501600
Prof. Associado (ULisboa) - https://www.scopus.com/authid/detail.ur ... 3664274800
Prof. Associado (UPorto) - https://www.scopus.com/authid/detail.ur ... 5361920300

E se como se prova nas páginas 16 e 17 do relatório oficial da DGEEC (link abaixo) até há Faculdades neste país onde mais de 70% dos docentes não fazem parte de nenhuma unidade de investigação será surpresa que nelas se encontrem também professores catedráticos e Associados com uma produção científica similar à daqueles acima ?
http://www.dgeec.mec.pt/np4/381/%7B$cli ... desFCT.pdf

E é por isso que como abaixo se escreveu o ensino superior neste país necessita de medidas radicais para se conseguirem ultrapassar estes constrangimentos que são absolutamente danosos para o futuro de Portugal.




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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 6 de Fevereiro de 2019 19:18
Assunto: Três sugestões para empregar milhares de doutorados

https://www.publico.pt/2019/02/06/cienc ... al-1860838

Interessantes são as palavras de uma das organizadoras da conferência, Margarida Amaral, Directora do Instituto de Biosistemas segundo a qual "Achámos que estava na altura de levantar a voz porque o sistema está absolutamente caótico". Infelizmente na dita conferencia esqueceram-se de analisar como é que a decisão da FCT de atribuir 90% das vagas a investigadores recém-doutorados e reservar apenas 10% para o grupo constituído por investigadores-auxiliares, principais e coordenadores pode ajudar a construir uma carreira. Ou talvez esta seja afinal uma forma enviesada de dar corpo às ideias do Sr. Reitor da ULisboa, o qual em 2018 disse que iria fazer tudo para acabar com a carreira científica, intenção essa que lhe valeu artigo muito critico do Ex-Reitor da UNova https://www.publico.pt/2018/06/13/socie ... ca-1834171

Parece que é intenção dos organizadores entregar ao Presidente da FCT e ao Ministro Manuel Heitor-que já avisou que não pretende continuar no cargo na próxima legislatura-uma lista de recomendações daqui a vários meses, como se isso servisse para alguma coisa ou como se alguém não soubesse ainda na FCT e no MCTES o que é preciso fazer e não fazer. Eu aproveito por isso e desde já para fazer três simples e eficazes sugestões que permitem empregar alguns milhares de doutorados:

1ª - Como a Caixa Geral de Depósitos, que foi recapitalizada com quase 5000 milhões de euros de fundos públicos, anunciou lucros de quase 500 milhões eu proponho que o Governo utilize uma pequena parte desse dinheiro para duplicar as vagas do concurso individual agora aberto para 600 vagas, garantindo que 50% sejam destinadas ao grupo constituído por investigadores-auxiliares, principais e coordenadores

2ª - Garantir que nos concursos para a carreira docente a lista inicial de candidatos oponentes seja reduzida a uma short list de 2-3 candidatos por um relatório 2 professores ou investigadores de topo a nível internacional, sendo que o júri nacional fará a escolha do vencedor a partir dessa short list, como sucede nas universidades da Suécia. Para dessa forma se impedir o tradicional favorecimento de afilhados e afilhadas e se poder garantir que não haja concursos em que dezenas de investigadores de elevada qualidade são vergonhosamente ultrapassados por candidatos sem um único artigo em revista internacional, como foi denunciado pelo catedrático Carlos Fiolhais no blog De Rerun Natura. https://dererummundi.blogspot.com/search?q=concurso

3ª- Utilizar uma pequena parte dos lucros da Caixa Geral de Depósitos para financiar aposentações antecipadas no ensino superior, à semelhança do que se pretende fazer para os professores do secundário, pois que é preciso não esquecer que existem actualmente 10.000 docentes em politécnicos e universidades habilitados apenas com a licenciatura e Mestrado, sendo que alguns milhares deles são Colegas já próximos dos 60 anos de idade.

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