A lei que faz falta

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Torgal
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A lei que faz falta

Mensagem por Torgal » quinta jan 17, 2019 3:33 pm

https://www.publico.pt/2019/01/17/polit ... ia-1857917

Nos últimos tempos os Portugueses puderam assistir a mediáticas quezílias internas no PSD. No que me diz respeito estou muito grato por aquele partido assim ter permitido mostrar ao país tétrico desfile da parasitagem que há várias décadas por lá se alberga, mas da qual porém o PSD não detém o monopólio nacional, pois que também o PS e o CDS tem a sua generosa quota parte, quase como se os partidos tivessem a estranha capacidade de atrair, reter e promover muito do piorio que nasceu neste país.

E é por isso que o artigo ontem publicado (link acima) é especialmente pertinente pois que lá se fala das lapas (leia-se sanguessugas) que nenhum sal consegue que parem de sangrar a Republica. Sou por isso a propor a Lei do Pontapé para combater a referida praga, que dite que todos os políticos que há mais de 15 anos andam ininterruptamente agarrados à politica (ou mais de 25 anos com interrupções) devem ser corridos da mesma nem que seja a pontapé.

Não é improvável que se uma tal lei já tivesse sido aprovada há 20 anos atrás que Portugal não estivesse hoje bem melhor, pois muito provavelmente não teríamos assistidos à falência de vários bancos e ao resgate da troika. E em boa verdade a última coisa que a democracia Portuguesa no Séc XXI necessita é de gente que nunca fez mais nada na vida a não ser viver da politica. Felizmente que este país tem muitas pessoas de elevada ética que podem dar um importante contributo à democracia pelo que no Séc XXI não estamos por isso condenados a levar com a mesmíssima tralha que já tivemos que suportar no Séc XX.


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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 22 de Dezembro de 2018 13:28
Assunto: O ex-Ministro Rui Pereira

É interessante constatar que as mesmas redes sociais (onde não tenho conta) que diziam que iam parar o país agora dedicam-se a vilipendiar os poucos que apareceram nas ruas a tentar parar o país. E nesse exercício são acompanhados por muitos que taxativamente apelidam a coisa de fiasco. Muitos esquecem aliás que pode porém suceder que existia um Portugal antes e que haverá um Portugal agora do tal fiasco e que quase de certeza que os poucos que lá foram fazer aquilo que muitos apelidam de tristes figuras estão agora muito mais radicalizados do que já estavam. Em Julho passado tinha escrito algo que coloquei em post intitulado "Quociente de inteligência e protofascismo" viewtopic.php?f=8&t=8068 o qual é neste contexto estranhamente pertinente.

Se me for permitida a ousadia, pelos guardiões da democracia Portuguesa, como o tal guardião comentado no email abaixo, diria que os referidos gatos pingados são quase uns heróis. Entre Portugueses que expondo-se ao ridículo vão para a rua protestar contra o cancro que corrói a democracia e aqueles Portugueses que preferiram ficar no sofá a injectar no cérebro a estupidificante droga legal, vendida pelos clubes de futebol, com o apoio e aplauso do establishment, eu prefiro os primeiros. Parece-me pelo menos a mim, bastante evidente que impunidade que motivou o tal fiasco a tal que relembre-se é permitida por um código penal incapaz, caduco e até estranhamente alienado, por conta da qual o tal candidato e professor universitário André Ventura, o mesmo comentado no email abaixo irá muito provavelmente um dia destes sentar-se no Parlamento Português, será bastante potenciada por aquilo que é um dos maiores problemas da nossa sociedade, relativamente ao qual escreve hoje o professor e investigador da Universidade de Coimbra, Elísio Estanque no Publico sob o título "Universidades capturadas" e do qual reproduzo esclarecedor excerto: "o nosso país revela-se dos menos eficazes em promover a ascensão social num leque de 30 países da OCDE. Há uma “base pegajosa” e um “topo seletivo” que acionam poderosos condutores socioeconómicos capazes de neutralizar os fluxos “meritocráticos” permitindo que aquilo que ontem foi um fiasco seja apenas o capítulo introdutório de algo que daqui a poucos anos terá uma expressão e uma magnitude muito diferentes.

O ex-Ministro do Governo Sócrates, Rui Pereira, curiosamente casado com uma catedrática de Direito Penal, escreveu hoje que "nenhuma manifestação, seja de mil ou de um milhão pode substituir a vontade expressa em eleições, de acordo com o principio de que a cada pessoa corresponde um voto" a declaração solene e pretensamente enunciando principio universal é no entanto engolida apenas pelos estupidificados com a tal droga legal pois que convenientemente esquece que neste país o PS e o PSD arranjaram forma de fazer com que os votos noutros partidos valham muito menos. Que foram necessários 75.000 votos para fazer eleger o deputado do PAN mas que bastam apenas 20.000 para eleger um deputado do PSD ou do PS como bem denunciou um catedrático de Direito no jornal Público em Agosto passado, https://www.publico.pt/2018/08/30/polit ... al-1842427 assim significando que o principio, uma pessoa um voto, foi pervertido para servir uma pequena minoria de Portugueses, facto gravíssimo que só a estupidificação acima referida permite compreender.

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