Publico última hora, 26 de Maio Escreveu:O primeiro-ministro, Durão Barroso, anunciou hoje no debate mensal no Parlamento o lançamento de novos programas para atrair os investigadores portugueses radicados no estrangeiro e fomentar a mobilidade científica nacional, baptizados Damião de Góis e Pedro Nunes.
"Atribuo uma prioridade especialíssima à capacidade que temos de ter para atrair a Portugal os investigadores portugueses radicados no estrangeiro ou investigadores de outras nacionalidades", afirmou Durão Barroso na abertura do debate mensal na Assembleia da República, que o Governo quer ver centrado na ciência e inovação.
Com esse objectivo, o primeiro-ministro anunciou o lançamento do Programa Damião de Góis, destinado aos jovens cientistas radicados no estrangeiro que pretendem regressar a Portugal.
Durão Barroso levou ainda como novidade à Assembleia da República a criação do Programa Pedro Nunes, um instrumento para fomentar a mobilidade científica no país.
"A ciência, a investigação e a inovação passam a fazer parte integrante da agenda política nacional", afirmou Durão Barroso, garantindo que "não é uma nova moda mas um novo desafio".
O primeiro-ministro prometeu ainda um investimento de 40 milhões de euros até 2006 em divulgação científica junto dos jovens e o lançamento de uma campanha de promoção da matemática e física.
Garantindo que este Governo está a fazer "o maior investimento alguma vez realizado em Portugal" neste domínio, Durão Barroso recordou o Plano de Acção em Ciência e Inovação já aprovado pelo executivo. Um dos eixos centrais deste plano é o aumento do investimento público em investigação, tendo o executivo já anunciado a reprogramação de fundos comunitários para esta área de mais de mil milhões de euros nos próximos três anos e lançado um novo modelo de financiamento do sistema científico.
O segundo eixo do programa prende-se com a sensibilização da iniciativa privada para a ciência e inovação, estando já aprovadas novas regras para o mecenato científico.
Por outro lado, recordou Durão Barroso, "aumentar a dimensão da comunidade científica nacional" é o objectivo do terceiro eixo do Plano de Acção em Ciência e Inovação. "Queremos aumentar em cinco mil até 2006 o número de investigadores", voltou a afirmar o primeiro-ministro perante os deputados, lembrando ainda a promessa de conceder nos próximos três anos cinco mil bolsas para mestrado e doutoramento.
O último eixo deste Plano de Acção visa o aumento do emprego científico, tendo o primeiro-ministro deixado a garantia de que o Governo "vai apoiar e reforçar a inserção de mestres e doutores nas empresas", atribuir bolsas para a integração de jovens quadros na administração pública e conceder incentivos à constituição de empresas para estes jovens.
Não se aguenta tanta hipocrisia...E o pior é que as pessoas que não estão dentro do assunto acreditam mesmo que estas medidas são excelentes...
Gosto especialmente das seguintes tiradas de Durão Barroso:
Pergunto: Então e que tal tentar fixar os investigadores que cá estão dando-lhes condições?"Atribuo uma prioridade especialíssima à capacidade que temos de ter para atrair a Portugal os investigadores portugueses radicados no estrangeiro ou investigadores de outras nacionalidades"
Não me digam que é com estas medidas de enorme alcance e inovação que tal vai acontecer..."A ciência, a investigação e a inovação passam a fazer parte integrante da agenda política nacional"
É anunciando mais BOLSAS que se aumenta a dimensão da comunidade científica nacional (não será antes o número de investigadores em situação precária)?...(...) "aumentar a dimensão da comunidade científica nacional"


Desculpem os desabafos...Vamos lá ver se depois de espremidos os novos programas deitam algum sumo...
