mínimos para jurados de provas de Agregação ?

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Torgal
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mínimos para jurados de provas de Agregação ?

Mensagem por Torgal » quinta jun 06, 2019 6:10 am

Na resposta ao email abaixo recebi de um Colega a seguinte questão:
"Faz sentido que um professor catedrático com 3 artigos scopus avalie agregações de candidatos com 10 a 20 vezes mais artigos do que ele e depois critique o candidato sobre a sua produção científica?"

Sobre a pergunta do Colega, acho importante relembrar uma "famosa" entrevista do Alberto Amaral, Presidente da A3ES onde ele relembrava o caso de uma instituição que ficou furiosa (palavras dele) porque a A3ES não autorizou um doutoramento onde havia vários professores com mais de 75 anos que não publicavam nada há muitos anos. Parafraseando o mesmo Alberto Amaral "não há mal que uma pessoa esteja reformada mas tem que estar activa no campo da investigação".

Neste contexto aproveito para fazer copy paste de uma parte de um email que recebi de um investigador alemão, Lutz Bornmann, em 20 de Agosto de 2018:
"What is the purpose of research? In my opinion, the generation of reliable knowledge. Since research results are useless without communicating them to colleagues, the second objective of research is to publish research results (that they can be assessed, validated, used etc. by other researchers)."

É por isso licito perguntar, porque é que as universidades têm critérios muito menos exigentes do que a A3ES ? Será que Harvard ou Stanford precisam de uma A3ES para terem os niveis de exigência que tem ? Ou será que como escreveu esta semana o Director do Público na academia Portuguesa o amiguismo e o nepotismo mandam mais ?





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De: F. Pacheco Torgal
Enviada: 5 de junho de 2019 06:01
Assunto: Será que não devia haver mínimos na arguência das teses de doutoramento ?

Faz sentido que um arguente de um doutoramento (em engenharia) tenha uma produção cientifica indexada inferior à do aluno que defende o doutoramento ?

E será que isso se pode aceitar principalmente naquelas universidade mais credenciadas ?

A minha questão prende-se com o facto de ter sido informado de uma arguência de uma tese de doutoramento na universidade Nova de Lisboa, na qual o aluno de doutoramento tinha 6 publicações Scopus e 50 citações e um dos arguentes externos doutorado há quase vinte anos tinha 2 publicações Scopus e menos de metade das citações.

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