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Autor Mensagem
 Assunto da Mensagem: Ser filho de alguém conhecido é currículo em Portugal
 Mensagem Enviado: Quarta Fev 13, 2019 6:45 am 
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cientista sempre presente
cientista sempre presente

Registado: Quarta Dez 09, 2015 8:17 am
Mensagens: 1127
Universidade/ Instituto: Minho
http://act.fct.pt/joao-manuel-gaspar-caraca/

E é talvez por isso que a primeira coisa que aparece no link acima sobre o "currículo" do Sr. Presidente do Conselho Geral da Universidade de Coimbra, o físico João Caraça, seja a informação acerca de quem foi o pai dele. É muito estranho que seja importante para a Fundação da Ciência e Tecnologia que alberga o site acima informar quem foi em termos profissionais o pai quando ao mesmo tempo relativamente à mãe dele nada diz para além do nome.

No sábado passado o Expresso entrevistou o Carlos Fiolhais o qual revelou que o pai que não foi nenhuma figura ilustre da ciência, fez apenas a quarta classe, começou a trabalhar aos 10 anos como ajudante de moleiro, depois andou por Guimarães a limpar pipas, passando de seguida por umas minas em Vila Real antes de fazer carreira na GNR. É uma informação relevante numa revista como a do Expresso ou outro mas seria informação estranha se alojada numa nota biográfica oficial acerca do percurso científico do Carlos Fiolhais, mas que no limite até se compreenderia como prova de currículo não maculado pelo vicio do nepotismo, ainda por cima numa universidade onde muitos por lá vicejam só por serem filhos de quem são.

Ou talvez o facto da nota biográfica acima começar por dizer que o físico João Caraça é filho do conhecido Bento de Jesus Caraça seja compensação para o facto de lá não se fazer nenhuma referência à profundidade da obra cientifica do actual Presidente do Conselho Geral da Universidade de Coimbra, nem aos seus artigos ou sobre quanto contribuíram para influenciar a ciência nem muito menos sobre as citações que receberam pois sobre a sua obra publicada o máximo que lá se descobre é isto: "A sua bibliografia inclui um importante conjunto de trabalhos sobre a problemática da gestão de Ciência e Tecnologia, de onde se destaca a obra «Do saber ao fazer: Porquê organizar a ciência?»

Mais interessante porém foi a forma como dois catedráticos do ISEG (Manuel Mira Godinho h-índex=6 e Miguel St. Aubyn h-índex=7) em tempos apreciaram a obra do referido físico João Caraça, para justificar a continuação do seu contrato como catedrático convidado. Ficheiro acessível no link https://www.iseg.ulisboa.pt/aquila/getF ... f7ebcfafc8

Já a Web of Science é menos simpática não querendo saber quem foi o pai dele, credita-lhe 15 publicações, que receberam até hoje míseras 179 citações (268 citações na Scopus). E isto sucede no mesmo país onde há actualmente muitos investigadores com vasta obra científica altamente citada no desemprego https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIp ... Q/viewform

Por certo não são filhos de gente tão conhecida.

Para terminar convém lembrar que se trata do mesmo físico que quando a Ucoimbra não consegiu figurar no Top 500 do ranking Xangai (emails abaixo) disse não estava preocupado com os rankings pois segundo ele só interessam para as 50 primeiras classificadas https://www.publico.pt/2018/08/23/socie ... s.1P4oEZtq tal qual como a raposa da fábula que não chegava às uvas e dizia, estão verdes não prestam.





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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 24 de Agosto de 2018 8:22
Assunto: As vantagens da UCoimbra ter deixado de estar entre as 500 melhores

Vai grande rebuliço em Coimbra por conta da centenária universidade daquela cidade ter apresentado desempenho inferior ao de várias outras universidades Portuguesas no ranking Xangai.

Noticia da imprensa daquela cidade reproduziu ontem o comunicado explicativo da referida instituição onde se escalpeliza o ocorrido em artigo com o título "Universidade de Coimbra explica o inexplicável sobre o Ranking de Xangai" https://www.noticiasdecoimbra.pt/univer ... de-xangai/

É positivo que a universidade de Coimbra ao contrário do que fez num primeiro momento em que tentou uma fuga para a frente agora tenha tentado pegar o touro pelos cornos analisando porque raio não conseguiu aquilo que conseguiram universidades Portuguesas mais jovens e de menor dimensão.

Atento o teor do comunicado fica-se a saber que os resultados da UMinho e de UAveiro se ficam a dever não a uma superior produção mas ao facto de ambas terem um Highly Cited Researcher. Lamenta-se o comunicado que há muito poucos no país mas não responde à questão porque é que a UCoimbra até hoje nunca se preocupou em contratar um dos milhares de Highly Cited Researchers que existem no mundo. Também seria interessante saber porque é que entre as várias centenas de docentes estrangeiros que trabalham em Portugal não há um único Highly Cited Researcher ? Porque será que o futebol é a única área neste país onde se preocupam em contratar estrangeiros de elevado desempenho ? Será por causa do tal complexo da sombra a que aludiu o catedrático jubilado Jorge Calado do IST ?

Já o desempenho da UCoimbra face à UNova, não é explicado no referido comunicado. Aliás nota-se no comunicado que a UCoimbra se compara à U.Porto e à ULisboa mas evita comparar-se com a UNova.E que tal se a Universidade de Coimbra analisasse área a área quais aquelas em que apresenta desempenho inferior ao da universidade Nova ?

Aliás eu aproveito para dar uma pequena ajuda nesse exercício. Será que os docentes da referida faculdade produzem em termos científicos o mesmo que os docentes da faculdade de ciências médicas da Universidade Nova ?

Duas das revistas científicas de maior prestigio na área da Medicina são a revista "The Lancet" e o "Journal of the American Medical Association".

Uma pesquisa na base Scopus desde 2010 revela a participação dos investigadores da Universidade de Coimbra em 12 artigos publicados na primeira e 8 na segunda.

Já os investigadores da Universidade Nova participaram em 46 artigos da primeira e 18 da segunda.

E será que esta diferença se pode explicar pelo facto de quase 60% dos docentes ETI da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra não estão integrados em nenhuma unidade de investigação financiada pela FCT (vide ficheiro no link abaixo) ?
http://www.dgeec.mec.pt/np4/381/%7B$cli ... desFCT.pdf


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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 15 de Agosto de 2018 17:33
Assunto: Público___"Universidade de Coimbra deixa de estar entre as 500 melhores"

https://www.publico.pt/2018/08/15/socie ... gn=1841100

Um extenso artigo hoje nas páginas 6 e 7 do jornal Público tenta explicar porque razão a Univ. de Coimbra desceu no ranking Xangai. Tenha-se presente que há um mês atrás, escrevi no email abaixo, que o pagamento que aquela mesma Universidade andou a fazer a uma firma de consultoria para tentar subir no ranking não impediria que a mesma descesse ao invés de subir.

No artigo o Reitor daquela Universidade mostra-se confiante que para o próximo ano o resultado será melhor e tenta explicar que a chatice que agora teve lugar se fica a dever ao tamanho da instituição, pois como os seus competidores tem produtividade similar são favorecidos aqueles de maior dimensão, explicação bizarra pois as universidades de Aveiro e do Minho, que continuam no Top 500 têm menor dimensão que a de Coimbra. Diz também que os resultados se devem à entrada de novas universidades da China mas não diz porque é que esse facto não levou à saída das universidades de Aveiro e do Minho mas somente à saída da Universidade de Coimbra !

Curiosamente o artigo não menciona (talvez a jornalista se tenha esquecido dele) o segundo critério utilizado na ordenação, o número de "Highly Cited Researchers" (HCRs). A universidade melhor classificada neste ranking têm 109 HCR. https://clarivate.com/blog/news/clariva ... hers-list/

Curiosamente a Universidade de Coimbra não possui nenhum investigador dessa categoria ao contrário do que sucede com as universidades de Aveiro e do Minho e essa é pergunta que interessa fazer. Porque será que a Universidade de Coimbra não têm nenhum HCR ? Pergunta essa porém que o jornal Público preferiu não fazer.


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