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 Assunto da Mensagem: Secundarização do sofrimento devido a tradições religiosas
 Mensagem Enviado: Domingo Jan 13, 2019 9:09 pm 
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cientista sempre presente
cientista sempre presente

Registado: Quarta Dez 09, 2015 8:17 am
Mensagens: 769
Universidade/ Instituto: Minho
Ainda na sequência do email abaixo, entende-se muito mal que numa República laica como é a Portuguesa a lei preveja excepções à lei para judeus e muçulmanos no abate de animais sem dessensibilização prévia. Agora que a Bélgica acaba de se juntar à Noruega, Islândia, Dinamarca e Suécia proibindo excepções à lei no abate de animais devido a tradições religiosas faz sentido que também em Portugal se acabe com a referida excepção. https://www.nytimes.com/2019/01/05/worl ... ghter.html

Isto já para não referir o óbvio, isto é, os europeus que professam a religião cristã e que vivem em países muçulmanos não tem direito a excepções da lei naqueles países para fazerem coisas tão básicas como beberem um copo de vinho, que também é convém não esquecer uma antiquíssima tradição cristã, pois como todos (muitos) sabem o próprio Jesus Cristo viu-se obrigado a dedicar nem mais nem menos que o seu Primeiro milagre, transformando água em vinho para garantir que o mesmo não se acabasse num certo casamento.



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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 30 de Março de 2018 6:10
Assunto: O projecto de lei maldito

Nota introdutória: Alguns perguntarão que raio tem o presente assunto que ver com a Academia ? Se entendem a academia como o local onde foram buscar uma formação profissional então de facto este email não é para eles. Este é somente para aqueles que como eu acreditam que a academia não é uma escola de formação profissional é antes e acima de tudo a sede própria, a única, onde se debatem todas as questões relevantes que importam à sociedade sem condicionamentos de qualquer espécie.

https://www.publico.pt/2018/03/29/socie ... os-1808507

E assim se pode ver em todo o seu esplendor as verdadeiras preocupações dos senhores deputados. Os mesmos que aprovaram brilhante pérola jurídica sobre a presença de animais de companhia em restaurantes, desnecessária, inoportuna e que não servirá para rigorosamente nada, pois que a esmagadora maioria dos restaurantes lhe dará o destino que bem merece, entendem por bem agora chumbar e até ridicularizar projecto de lei sem se preocuparem em contribuir para a sua melhoria ou sequer em arranjarem alternativas para controlar as belas práticas que se levam a efeito nos nossos matadouros.

Uma deputada do BE, esse partido onde a vanguarda tem dias até classificou a proposta como "profundamente errada". Um deputado do PCP diz que o que é preciso é mais fiscalização, por via da contratação de mais veterinários, proposta essa que no entanto é muito mais cara do que a colocação das câmaras em circuito fechado, além do que o aumento do número de veterinários não resolve o problema de base que se prende com a possibilidade de alguns dos funcionários serem apenas indivíduos com elevado nível de sadismo e que aproveitam para dar largas às suas perturbações desviantes cuja acção patológica só a presença de câmaras conseguirá dissuadir de forma minimamente eficaz. https://www.publico.pt/2013/09/18/jorna ... s-27105281

Já uma deputada centrista, fazendo coro com outro ilustre do PSD, veio chorar condoída o eventual desperdício de verbas, curiosamente não lhe chegam as lágrimas para lamentar outros desperdícios como seja por exemplo o dos salários de 50 deputados excedentários que pelo menos mais de 100.000 Portugueses acham inadmissível despesa https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=230180, tema porém que não só rapidamente lhe seca as lágrimas como não lhes faz perder o sono assim pudessem e o nosso parlamento em vez de 180 teria antes 280 deputados.

Câmaras de filmar nos bancos e grandes superfícies não há problema pois que é muito fácil colocar isso em letra de lei, câmaras nos matadouros como se faz na Inglaterra https://www.independent.co.uk/news/uk/p ... 50196.html isso nem pensar pois isso é o principio do fim da civilização já para nem falar dos milhares de milhões de euros que custariam tais câmaras e como o dinheiro por estas bandas só chega para acudir à banca, fazer estádios, pagar quadros do Miró (!), financiar colégios privados, almoçaradas e jantaradas de ilustres é evidente que depois não chega para rigorosamente mais nada nem sequer para pagar um salário decente aos nossos deputados que por via disso sabe-se agora tem que viver de miseráveis abonos ! http://expresso.sapo.pt/politica/2018-0 ... eslocacoes

Além do que como é evidente em Portugal não queremos ser conspurcados com a bandalheira das práticas que se levam a efeito na Inglaterra, porque é evidente que o nosso país é muito mais avançado do que aquele país terceiro mundista onde pasme-se até têm uma rainha (!), um país de faz de conta, onde imagine-se os cidadãos até podem votar no candidato A, B ou C o que como é evidente é um gravíssimo retrocesso democrático em vez de seguirem as boas práticas e votarem no chefe do partido que escolhe a posição dos "candidatos" potencialmente elegíveis como se faz por cá o que significa que por lá em termos de democracia tem ainda muito que aprender com a notável democracia lusitana que dá lições ao mundo inteiro ! O país cujo sistema de judicial acaba de permitir que a Celtejo em vez de pagar uma coima se fique apenas por repreensão escrita, coima que na Inglaterra muito possivelmente se cifraria em largas centenas de milhares de libras, assim colocando em sério risco a sua viabilidade económica, assim mostra ao mundo como há muito tempo são bastantes avançadas as nossas leis apostadas que estão em privilegiar a viabilidade económica das nossas empresas.

Aliás neste país ainda temos bem presente aquilo que escreveu o Eça de Queiroz quando mal chegado a terras de sua majestade logo se viu convidado pelo parlamento britânico para ir explicar aos eleitos (e não eleitos) a arte de bem legislar como é levada a cabo neste belo jardim à beira mar plantado, por muitos há muito tempo considerado a luz do mundo. . Consta que a iluminação oratória do nosso conterrâneo foi tal e tão tamanho o pasmo dos parlamentares britânicos perante a capacidade legislativa do nosso país que ainda aquele não tinha terminado a palestra e já estava nomeado Knigth of the British Empire.


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