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 Assunto da Mensagem: Médico ou forcado ?
 Mensagem Enviado: Domingo Jan 13, 2019 8:00 am 
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cientista sempre presente
cientista sempre presente

Registado: Quarta Dez 09, 2015 8:17 am
Mensagens: 1002
Universidade/ Instituto: Minho
https://www.dn.pt/vida-e-futuro/interio ... o61onrO7wo

o conhecido catedrático Constantino Sakellarides disse ontem em extensa entrevista ao semanário Sol que o SNS está a ser gerido pior do que uma mercearia e de facto atentas muitas das noticias que tem vindo a público é difícil discordar da sua opinião como por exemplo aquela no link acima sobre o tal médico forcado que recebia 5500 euros/mês do INEM fizesse ou não viagens no helicóptero ao qual estava adstrito. Sendo por isso pertinente perguntar em que escola terão os gestores do SNS obtido aquele brilhante diploma mencionado no email abaixo?

Este infeliz caso tem pelo menos a vantagem de mostrar como estão redondamente enganados todos aqueles que andam por aí a clamar que estão a ser formados médicos em excesso. Convenientemente esquecendo que se não há desemprego médico significa isso que tanto os médicos competentes como os incompetentes que existem neste país estão a trabalhar algo que não é desejável que suceda em nenhuma profissão pois que isso impede que sejam afastados aqueles muito mal formados (a vários níveis que não só o académico) e que não estão minimamente vocacionados para o exercício dessas profissões. E esta questão liga-se directamente aquela outra muito mais importante que neste país porém assenta numa mal informada, negligente e até criminosa admissão de candidatos a cursos de medicina exactamente da mesma forma como são admitidos os candidatos a cursos de contabilidade ou de gestão, quase como se a medicina e a contabilidade ou a gestão fossem profissões orgânicamente indistintas. Faço por isso votos que neste caso concreto a Ordem dos Médicos consiga fazer aquilo que a academia não foi nem é capaz que é avaliar se a verdadeira vocação do individuo acima referido é ser médico ou ser forcado.




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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 10 de Dezembro de 2018 7:28
Assunto: Prof. Martin Parker___"Why we should bulldoze the business schools"

Still following the emails below see short text about a new book authored by a professor of the university of Bristol

“Business schools have huge influence, yet they are also widely regarded to be intellectually fraudulent places, fostering a culture of short-termism and greed. (There is a whole genre of jokes about what MBA – Master of Business Administration – really stands for: “Mediocre But Arrogant”, “Management by Accident”, “More Bad Advice”, “Master Bullshit Artist” and so on.) Critics of business schools come in many shapes and sizes...Since 2008, many commentators have also suggested that business schools were complicit in producing the crash…If we want to be able to respond to the challenges that face human life on this planet, then we need to research and teach about as many different forms of organising as we are able to collectively imagine. For us to assume that global capitalism can continue as it is means to assume a path to destruction. So if we are going to move away from business as usual, then we also need to radically reimagine the business school as usual. And this means more than pious murmurings about corporate social responsibility. It means doing away with what we have, and starting again.”
https://www.theguardian.com/news/2018/a ... ess-school



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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 4 de Dezembro de 2018 6:35
Assunto: O ranking da treta sobre Escolas de gestão

A mesma imprensa que solenemente desprezou o facto de recentemente se ter sabido que Portugal tem um elevado número de highly cited researchers e do que isso significa no próximo e prestigiado ranking Shanghai de universidades mostrou-se ontem embasbacada e quase hipnotizada pelo desempenho das escolas de gestão no ranking Financial Times, assunto que acho só não foi abordado nos jornais da bola.

E porém nenhum jornalista achou por bem questionar-se por que carga de água tão excelente desempenho das Portuguesas escolas de gestão não se reflecte no desempenho da área científica que lhe está associada no ranking Shanghai Top 500, como se percebe pelo link https://www.docdroid.net/RX2xh1G/portug ... anking.pdf onde a mesma não se conta entre as áreas com melhor desempenho, realçadas a azul e principalmente a amarelo.

Aliás não deixa de ser paradoxal e até caricato que havendo em Portugal tantas excelentes escolas de gestão que já formaram milhares de excelentíssimos gestores, que hoje no Público haja artigo que se inicie da seguinte forma: “Ano após ano, continuamos na cauda da Europa em termos de produtividade do trabalho por hora trabalhada, sendo que em 2017 ainda piorámos o desempenho...”restando por isso concluir que a excelência das nossas escolas de gestão ainda não chegou às empresas e nem se sabe se algum dia lá chegará. E já agora como explicar que em muitas empresas a remuneração dos excelentes gestores não seja afectada pelo desempenho da empresa, havendo até muitos que muito recebem mesmo que o desempenho da empresa seja mediano ou até medíocre como ontem foi reportado no jornal Público ? https://www.publico.pt/2018/12/02/econo ... sa-1853049

Faz por isso todo o sentido perguntar, o que mede um ranking de escolas baseado nos salários dos diplomados ? Será mesmo a excelência do ensino que por lá se pratica ? E se alguém se lembrasse de fazer ranking similar para escolas de engenharia e tendo em conta os miseráveis salários de muitos jovens engenheiros, incluindo muitos diplomados pelo IST (o Bastonário da Ordem dos Engenheiros fala mesmo em salários indignos) qual seria a posição do IST e de outras escolas de engenharia Portuguesas no referido ranking ?

P.S - É claro que muitos colegas das referidas excelentes escolas de gestão que agora andam muito ufanos com a posição da sua escola no referido ranking ficarão ressentidos com o facto de o ter designado como ranking da treta. A esses Colegas apenas seis singelas e académicas perguntinhas:

Como é que as escolas de gestão de um país pobre podem aparecer destacadas num ranking baseados em salários dos diplomados ?
Será que os únicos alunos Portugueses que responderam aos inquéritos estão a trabalhar no estrangeiro ?
Porque é que o Financial Times não revela quantos inquéritos recebeu de cada uma das escolas que aparecem no tal ranking ?
Quem é que garante ou confirma a veracidade daquilo que está nos inquéritos ?
Alguém pode garantir que nenhuma escola eliminou inquéritos associados a menores remunerações de alunos ?
O Financial Times diz que aceita a candidatura daquelas escolas, onde mais de 20% dos diplomados responderam aos inquéritos, com um mínimo de 20 inquéritos. Ainda admitindo que todo o processo é transparente e integro e que nenhum aluno mentiu no inquérito (deixa-me rir) será que estes valores são representativos do que quer que seja ?


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