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 Assunto da Mensagem: Polémica obra de Direito do trabalho de catedrático da FDUL
 Mensagem Enviado: Sábado Nov 03, 2018 2:30 pm 
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cientista sempre presente
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Registado: Quarta Dez 09, 2015 8:17 am
Mensagens: 488
Universidade/ Instituto: Minho
https://www.docdroid.net/pO7g6GQ/catedratico-fdul.pdf
criticada por outro catedrático hoje no Expresso, onde se escrevem bizarrices que fazem pressupor que os homossexuais revelam mais propensão para a agressão sexual de crianças do que os heterossexuais.




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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 23 de Outubro de 2018 8:37
Assunto: Presidente da A3ES sobre os cursos de Direito

No email abaixo de 22 de Agosto esqueci-me de dizer que a inspiração para então ter procedido a uma análise na base Scopus da produtividade da área do Direito (comparando-a à das engenharias) me chegou por via de uma interessante e bastante extensa entrevista que o Presidente da A3ES tinha concedido ao Snesup, há alguns anos atrás, onde na altura dissecou muitas das misérias do ensino superior em Portugal (as mesmas que foram e são responsáveis por haver por aí muito boas pessoas com diplomas de qualidade duvidosa de universidades que já nem sequer existem) entrevista essa onde também aproveitou para falar do caso dos cursos de Direito, como sendo área complicada, em anexo a parte referida.


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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 23 de Agosto de 2018 12:58
Assunto: Os hipócritas da "excelência nacional"

Relativamente ao email abaixo, tenha-se presente em anexo o famoso estudo (famoso porque provocou azia em muitos) bibliométrico realizado pela Elsevier sobre o quinquénio 2008-2012 para as 15 unidades de investigação de Direito.

Metade das unidades daquela área cientifica apresentou como output 0 (zero) publicações referenciadas na base Scopus. Das 15 unidades de investigação de Direito apenas uma delas apresentou em termos de output/FTE um valor superior à unidade. E assim se entendem muito melhor os resultados mencionados no email abaixo.

Uma coisa é certa como a base Scopus não dá conta de uma única publicação deste conhecido Professor de Direito aqui https://www.publico.pt/2018/07/07/polit ... ho-1837152 o qual relembre-se até foi escolhido para júri de provas orais de futuros juízes, significa isso que durante os 5 anos do período experimental que findaram recentemente e que lhe valeram a nomeação definitiva ou não foram suficientes para produzir uma única publicação (artigo em revista, livro, capítulo ou artigo de conferência) referenciada na base Scopus ou então ele já sabia que esse facto não interessava minimamente para a nomeação definitiva !

Faz por isso sentido questionar, será aceitável que um professor de uma universidade pública seja incapaz de produzir um único artigo em revista, ou um único livro, ou um único capítulo de livro ou um único artigo em conferência referenciada na base Scopus durante 5 anos ? Ou será que é isso que também sucede nas Escolas de Direito de outros países Europeus ? E o que é que sucederá à ciência produzida neste país se as outras áreas científicas entenderem seguir os padrões de publicação da área científica de Direito ?

Recentemente e a propósito do corte de vagas nas universidades de Lisboa e Porto muitos houve que se mostraram indignados que os pobres alunos não pudessem ir para as "melhores instituições" deste país. Nesse caso estou certo que os mesmos indignados apoiarão medida que permita ao Governo Português financiar os referidos alunos, através de um cheque-universidade, de valor igual ao valor médio que o mesmo Governo gasta com um aluno numa universidade pública, por forma a que esse montante permita aos alunos que o pretendam pagar uma parte das propinas e custo de estadia numa das melhores universidades Europeias pois não há razão alguma para que os melhores alunos deste país tenham que gramar a mediana "excelência nacional" de algumas áreas científicas.



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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 22 de Agosto de 2018 20:45
Assunto: O mistério da produtividade científica das Escolas de Direito em Portugal

Em anexo resultados de uma pesquisa na base Scopus, de publicações a partir de 2010, que contenham pelo menos um dos termos (Direito OR law OR legge OR droit OR juristische OR derecho) no título, no resumo ou nas palavras-chave, provenientes de instituições cuja afiliação contenha também no nome pelo menos um dos termos referidos.

Em termos globais Portugal apresenta 13,9 publicações Scopus por milhão de habitantes, o valor para o Reino Unido é de 84,7, seis vezes superior ao do nosso país e o da Holanda é de 101 publicações por milhão de habitantes ou seja 700% superior ao de Portugal.

Será que a diferença de resultados entre Portugal e aqueles dois países se fica a dever ao facto de nas Escolas de Direito do nosso país existirem alguns/muitos professores a dedicarem parte substancial do seu tempo a produzir pareceres, comentados no email abaixo? Ou será que o tempo que dedicam a essa actividade é absolutamente residual e então qual será a causa da elevadíssima diferença de produção ?

Alguns dirão que Portugal não consegue competir com a Holanda e o Reino Unido em nenhuma área científica pelo que dirão esses que os resultados acima serão similares aos obtidos por outras áreas científicas em Portugal. Essa é uma hipótese pertinente que padece porém de um ligeiro senão, não resiste a uma básica contraprova.

Assim se a pesquisa for feita alterando somente o termo de pesquisa para “Engineering” Portugal aparece com 381 publicações/milhão de hab, o Reino Unido vêm a seguir com 310 e depois a Holanda com 246 publicações/milhão de habitante. Conclusão, no que à engenharia diz respeito Portugal têm ritmos de produção superiores até aos de países do primeiro mundo, o que indicia desde logo uma área científica já a trabalhar no limite da produção, pois que em Portugal se gasta bastante menos em termos de investigação. Porém no que respeita à área do Direito os valores parecem mostrar elevado desaproveitamento da capacidade instalada, interessando por isso saber o que explica níveis de produção tão residuais.


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