Portugueses de primeira, segunda e terceira categoria

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Torgal
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Portugueses de primeira, segunda e terceira categoria

Mensagem por Torgal » quarta out 10, 2018 4:50 pm

https://www.publico.pt/2018/10/10/socie ... ra-1846563

A classe profissional comentada no email abaixo, a mesma classe que têm vindo a auferir um rácio pensão/remuneração de 111% queixa-se hoje no Público (noticia no link acima), pela voz do seu representante (o mesmo que assinou o famoso acórdão suspendendo a pena dos dois senhores que abusaram de uma mulher numa discoteca no Porto e que tanta celeuma causou) do estatuto e da respectiva remuneração, deixando no ar ameaça que é indigna de titular de órgão de soberania. Imagine-se o que seria o Presidente da República com ameaças à Assembleia da República se não lhe aumentassem o vencimento !

Felizmente que também no mesmo jornal Público hoje se dá conta na página 47 de importante iniciativa da SEDES http://sedes.pt/ sobre petição para que os Portugueses possam finalmente resgatar a República dos seus donos ilegítimos, pois que não é aceitável que tenham bastado 20.000 votos para eleger um deputado da coligação PSD-CDS ou do PS, quase 30.000 votos para eleger um deputado do Bloco mas tenham sido necessários 75.000 votos para eleger o deputado do PAN, quase como houvesse neste país votos de primeira, segunda e terceira qualidade correspondentes a Portugueses de primeira, segunda e terceira categoria !!!! https://www.publico.pt/2018/08/30/polit ... al-1842427 o que suscita desde logo a questão sobre se serão legitimas as leis emanadas de órgãos eleitos de forma fraudulenta, e muito menos é admissível que os cidadãos deste país não possam ter aquilo que até os Gregos já têm há muito tempo, a possibilidade de escolha dos deputados. Talvez que quando os Portugueses conseguirem finalmente isso possam também decidir qual o sistema de justiça que querem, que poder permitem a esses juízes, que tipo de juízes querem (se saídos dos bancos da faculdade ou com experiência profissional mínima) e que remuneração devem aqueles merecer, aferida obviamente através de uma comparação internacional relativamente aos salários de juízes em países com idênticas condições socioeconómicas.


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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 2 de Outubro de 2018 7:11
Assunto: Rácio pensão/remuneração de 111%

https://causa-nossa.blogspot.com/2018/1 ... egios.html

não deixa de ser singular que a classe que aufere um rácio pensão/remuneração de 111% se ache muito mal paga e tenha feito uma "interessante" proposta de aumento, abaixo, enquanto que uma classe como a universitária que aufere um rácio de aprox. 70% e com tendência para descer para menos de 60% (Vital Moreira dixit) ande tão caladamente "satisfeita" com a sua remuneração ! Tendo em conta que fácil é demonstrar que os mesmos recebem bastante menos do que os seus colegas de muitos países europeus (seja numa base de PPC ou PIB/capita) contra quem concorrem directamente por projectos de investigação, seria interessante tema de estudo perceber porque se mostram tão passivos os membros da academia em oposição radical ao comportamento dos docentes do ensino secundário. Será que é a diferença de posicionamento dos sindicatos dos dois subsectores que explica o fenómeno, o que a FENPROF têm de radical/agreste o SNESUP têm de moderado/suave ? E será que a academia não deveria declarar desde já, que em hipótese alguma, aceita que o rácio pensão/remuneração desça para 60% ?


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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 10 de Agosto de 2018 8:21
Assunto: Vencimentos dos juízes___proposta (3.700-10.000 euros/mês)

http://www.dgpj.mj.pt/sections/informac ... ativa.xlsx

No link acima a proposta de remuneração dos juízes passaria dos actuais (2.800-7.000 euros/mês) já incluindo o subsidio de compensação e despesas de representação, para as posições de juiz estagiário e de Presidente do Supremo para (3.700-10.000 euros/mês). A mesma é quase idêntica à dos vencimentos dos magistrados ingleses após corrigidas as diferenças entre PIB/capita dos dois países (3.400-10.000 euros/mês). É claro que há quem tenha números muito diferentes como o actual eurodeputado Marinho e Pinto que utiliza não o PIB/capita mas o salário médio em vários países como termo de comparação https://www.jn.pt/opiniao/antonio-marin ... 04980.html

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