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 Assunto da Mensagem: Mestrados só para unidades classificadas com Bom
 Mensagem Enviado: Quinta Out 04, 2018 5:57 am 
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cientista sempre presente
cientista sempre presente

Registado: Quarta Dez 09, 2015 8:17 am
Mensagens: 550
Universidade/ Instituto: Minho
Enquanto que o Relatório da OCDE abaixo recomendou que Portugal privilegiasse a formação em determinadas áreas científicas significando isso uma diminuição noutras áreas nas quais haverá um problema de "sobreformação" e logo de desperdício de verbas públicas vale a pena ler o Relatório publicado online este mês https://www.econstor.eu/handle/10419/182159 o qual refere para os vários países europeus quais são as áreas que mais padecem desse problema. Os números de Portugal aparecem na pág. 38.

Questão mais interessante é o cruzamento dessas áreas com os resultados que aparecem aqui https://www.docdroid.net/RX2xh1G/portug ... anking.pdf para se perceber que é duplamente grave que essa sobreformação ocorra em instituições que se revelam incapazes de gerar valor acrescentado em termos internacionais. Se é mau haver excesso de formação em áreas que o mercado nacional não necessita pelo menos que a mesma tenha suficiente qualidade internacional para permitir uma saída profissional lá fora. Pelo que se o Governo pretende que os doutoramentos fiquem condicionados à existência de unidades de investigação com classificação de pelo menos Muito Bom então os Mestrados científicos deviam pela mesma ordem de razões estar associados a unidades com classificação de pelo menos Bom, só se admitindo às instituições com áreas sem capacidade de investigação internacionalmente competitiva a atribuição do grau de licenciado ou será que faz algum sentido que haja teses de mestrados orientadas por quem nunca publicou um output de qualidade internacional (artigo, livro, capitulo ou artigo em conferência referenciada) ao longo da sua vida académica ?


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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 8 de Fevereiro de 2018 7:12
Assunto: Fev 2018__Relatório da OECD defende alteração da lei para que Politécnicos possam atribuir doutoramentos

Ficheiro em anexo. A proposta não traz novidade face a anteriores declarações do Presidente da A3ES, face ao posicionamento do CCISP e face também por exemplo ao esclarecedor texto de Agosto de 2016 do ProPresidente do Instituto Politécnico de Coimbra, cujo link consta em email abaixo de 30 de Agosto de 2016. O referido relatório critica também o facto de haver universidades a lecionarem formações em áreas que são claramente de natureza Politécnica.

Também interessante é o texto na pág. 38 sobre a óbvia necessidade de dar prioridade ao financiamento de bolsas de doutoramento, em áreas críticas para o desenvolvimento de Portugal. É claro que discutir o que é prioritário para Portugal será tema controverso e nada pacífico e não basta dizer que isso já está definido na conhecida Estratégia Nacional para a Especialização Inteligente pois que naquela há algumas coisas pouco inteligentes, ou que podem apenas ser consideradas inteligentes por resultarem da inteligente estratégia daqueles que conseguiram que elas lá fossem inseridas como sendo prioritárias para o desenvolvimento de Portugal, como seja por exemplo esta http://forum.bolseiros.org/viewtopic.php?f=8&t=6969 Aliás só faltou que alguém se tivesse lembrado de lá inserir também o futebol para compor o ramalhete.


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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 20 de Maio de 2017 7:42
Assunto: Doutoramentos nos Politécnicos

Na sequência do email abaixo sou a dar conhecimento de lista relativa a alguns colegas do Ensino Superior Politécnico-ESP com mais de 150 publicações referenciadas na base Scopus:

J. Tenreiro Machado.......Inst. Politécnico do Porto...................436 publicações Scopus
Isabel Ferreira................Inst. Politécnico de Bragança.............423
Zita Vale........................Inst. Politécnico do Porto...................405
Manuela Vieira...............Inst. Politécnico de Lisboa..................291
Cristina. Delerue-Matos..Inst. Politécnico do Porto....................271
Paulo Bártolo.................Inst. Politécnico de Leiria...................248
Lilian Barros..................Inst. Politécnico de Bragança..............224
Carlos Ramos...............Inst. Politécnico do Porto.....................195
José Pereira................. Inst. Politécnico de Bragança...............192
Victor Mendes...............Inst. Politécnico de Lisboa...................173
Paula Louro...................Inst. Politécnico de Lisboa..................170
Victor Pires.................. Inst. Politécnico de Setúbal.................164
Paulo Leitão..................Inst. Politécnico de Bragança...............162
Hugo Morais..................Inst. Politécnico do Porto....................156
Miguel Fernandes.......... Inst. Politécnico de Lisboa...................152

A base Scopus permite ainda perceber que há muitos colegas no ESP com mais de uma centena de publicações referenciadas naquela base de dados o que não sucede com muitos Professores do ensino superior universitário-ESU com tenure da mesma área científica, existem até alguns destes últimos com menos de uma dezena de publicações Scopus a leccionar UCs de programas de doutoramento de áreas tecnológicas e a orientar alunos de doutoramento (com grave violação do principio da igualdade e do mérito), tal facto legitima por isso as pretensões referidas no email abaixo e bem assim a queixa relativa à ursupação que muitas universidade levam a efeito em colaborações com a indústria, que constitui o campo de acção tradicional do ESP. Não parece por isso possível que o ESU continue por muito mais tempo a ocupar o espaço do ESP e ao mesmo tempo continue a impedir que aqueles também não tentem fazer o mesmo. Portanto se o ESU não prescinde de fazer investigação em colaboração com a indústria, tendo em conta os rendosos proveitos que daí retira, terá que admitir mais tarde ou mais cedo a possibilidade de nalgumas áreas e nalgumas instituições ser a capacidade científica e não o subsistema de ensino a determinar quem pode atribuir o grau de doutor. Provavelmente o facto de no ano passado a FCT ter aberto uma Call de projectos para o ESP e este ano ir fazer o mesmo poderá eventualmente ser uma tentativa de apaziguamento da retórica belicista que ultimamente têm exalado daquele subsistema de ensino, essa decisão porém ao contribuir para exponenciar a produção científica de alguns ESP irá inevitavelmente reforçar e até legitimar as reclamações referidas.


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