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 Assunto da Mensagem: Prevendo o Futuro
 Mensagem Enviado: Terça Jul 10, 2018 5:12 pm 
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cientista assíduo
cientista assíduo

Registado: Quarta Dez 09, 2015 8:17 am
Mensagens: 282
Universidade/ Instituto: Minho
Sobre a frase no email abaixo relativa à definição de génio "hits a target that no one else can see" vertida em email resposta a um colega que não quis que a sua identidade fosse tornada pública, chamo a atenção para um artigo de página e meia hoje publicado na revista da Ordem dos engenheiros https://www.docdroid.net/rUeubPx/2018-prevendo-o-futuro.pdf pelo catedrático jubilado Renato Morgado onde também é mencionado um conhecido génio.

Não subscrevo porém a conclusão do referido artigo que reza que "Pessoas, organizações ou nações que compreendam e adoptem estes paradigmas terão sucesso" que peca por uma definição restrita de sucesso e ainda por excessivo optimismo. Desde logo porque há quem tenha muito sucesso sem seguir a referida receita. Como por exemplo as editoras científicas que se limitam a vender informação/conhecimento que não produziram obtendo nessa actividade elevadíssimos lucros. Já aqui mais perto o maior grupo industrial Português, também não segue a receita e decidiu que a aposta mais segura e rentável no momento é o negócio do luxo. Não admira. Pois numa altura em que as atenções a nível mundial estão voltadas para os off-shores e quando a cada dia se descobre mais uns quantos gigabites de correspondência envolvendo off-shores haja muito boa gente que se tenha virado para o segmento do luxo. https://www.ft.com/content/cd579cb2-906 ... 413829caa5 Significa isso que há e continuará a haver muito sucesso em negócios que não envolvem a receita do conhecimento produzido a partir da "digestão" da informação.

Também é incompreensível que o Renato Morgado parta do principio que a integridade da informação é um dado adquirido, questão problemática num contexto de elevada corrupção por parte dos produtores dessa mesma informação. É por isso que se estranha que nem uma única vez a palavra ética é mencionada mas admito que isso se possa ficar a dever ao facto do ensaio por curto não ter permitido o necessário aprofundamento a estas questões ou eventualmente ao facto de ele a dar também por adquirida, o que a confirmar-se seria não só fruto já não de visão optimista mas míope.

Isto já para não falar do conceito de sucesso. O industrial Champalimaud só foi aclamado como sucesso quando legou a maior parte da sua fortuna para uma fundação que persegue causas ao serviço da Humanidade, antes era visto como mais um capitalista explorador. Também o Senhor Alfred Nobel só nas últimas décadas viu o seu nome associado a valores positivos pois em vida teve que ler num jornal que era apenas aquele individuo que tinha ficado rico descobrindo formas de matar mais pessoas mais depressa do que nunca. Para terminar ainda umas poucas palavras sobre o sucesso. A conhecida Apple empresa de muito e reconhecido sucesso também tem tido muito sucesso em evitar pagar a parte que lhe cabe de impostos e o pequeno artigo anexo nada diz sobre esse gravíssimo problema. Sobre impostos no Séc XXI veja-se a proposta no link abaixo do futurólogo Ian Pearson https://timeguide.wordpress.com/2018/07/06/with-automation-driving-us-towards-ubi-we-should-consider-a-culture-tax/

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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 2 de Julho de 2018 17:51
Para:
Assunto: RE: Coeficiente de inteligência, rankings do secundário e protofascismo

Caro Colega
obrigado pela sua resposta. O interessante livro que me aconselha tem umas teses igualmente interessantes que eu porém não subscrevo porque eu não relaciono inteligência e génio como ele faz. Acho que génios e pessoas inteligentes são coisa muito diferente. Foi isso que comecei por criticar a tal jornalista que queria meter tudo no mesmo saco, escrevendo até que os génios podiam bizarramente ser medidos por um teste de QI. Uma idiotice pegada. Não esqueçamos que o Einstein nem sequer foi um aluno brilhante e por oposição muitos alunos brilhantes nunca foram mais do que sacos vazios. Note que o meu comentário se iniciou sobre artigo saído na imprensa do tal garoto da Bélgica que aos 8 anos vai para a Universidade. Isso não tem rigorosamente nada a ver com genialidade. E pode muito bem suceder que esse garoto não venha sequer a descobrir nada de extraordinário. No espectro oposto há casos de prémios Nobel que quando crianças fizeram testes de inteligência e obtiveram resultados baixos. Há uma definição sobre génio muito interessante dada por Schopenhauer Talent hits a target no one else can hit; Genius hits a target no one else can see. Assim sendo quando se diz que alguém é muitíssimo inteligente quase um génio é preciso perguntar qual foi o alvo que ele conseguiu atingir que ninguém conseguiu ver. O tal garoto o máximo que fez foi fazer algo que muito poucos conseguem isso porém chama-se talento, é portanto no máximo muitíssimo talentoso.


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