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 Assunto da Mensagem: Luxo Angolano e políticos Portugueses
 Mensagem Enviado: Domingo Jun 10, 2018 6:57 am 
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cientista assíduo
cientista assíduo

Registado: Quarta Dez 09, 2015 8:17 am
Mensagens: 244
Universidade/ Instituto: Minho
O Sr. Presidente de Angola, aquele país com um PIB/capita quase 500% inferior ao de Portugal, com quase 40% da população a viver abaixo da linha de pobreza visitou recentemente a Europa, tendo parado em Espanha com luxo que deixou impressionada a imprensa do país vizinho e também registe-se com agrado alguma corajosa imprensa de Angola
https://www.correioangolense.com/artigo/politica/avioes-milhoes-e-tostoes

Muitos dos políticos Portugueses, abaixo comentados, só por tais liberalidades não lhes serem toleradas é que não usariam dos mesmos luxos, como por exemplo aqueles que, ficou a saber-se há poucos meses atrás, por iniciativa meritória do sindicato dos juízes, frequentavam os mais caros restaurantes da capital, pagando em média quase 300 euros por refeição, tudo por conta da generosidade do Orçamento de Estado.
http://www.asjp.pt/2018/02/10/governantes-gastam-295-euros-por-refeicao/

Descoberta essa que levou na altura um indignado magistrado reformado a perder a serenidade de que falava o Pinheiro de Azevedo e a ter virulenta reacção escrevendo no seu blog:

Não se admite que um cabrão de um secretário de Estado, ministro ou um filha da puta qualquer que seja governante e receba do erário público, gaste uma média de 295 euros por refeição paga por todos nós, através do Orçamento de Estado. Não se admite, ponto final.

Brett Hennig, doutorado em astrofísica, sugeriu que os políticos fossem substituídos por cidadãos escolhidos ao acaso mesmo que garantindo representatividade mínima para mulheres, jovens, ricos, minorias etc.

Admito que padeço de uma estranha atracção sobre o valor do acaso por diferentes razões como isto http://www.businessinsider.com/warren-b ... ry-2013-12
isto http://www.sciencemag.org/news/2017/03/ ... ons-cancer
isto https://www.newscientist.com/article/mg ... evolution/
ou isto http://www.hawking.org.uk/does-god-play-dice.html

contudo a proposta parecendo muito radical e até no limite tonta para um douto doutorado, está por provar que pudesse dar muito pior resultado do que o método que temos utilizado até hoje, em que a democracia está capturada pelos interesses dos partidos e muitos deles por sua vez estão capturados por poderosos interesses económicos. Aliás como a nossa Constituição diz que o Parlamento pode funcionar apenas com 180 deputados e atualmente lá têm 230 então podiam escolher-se esses 50 supranumerários de forma aleatória e fora da influência dos chefes políticos (leia-se pastores) que a cada acto eleitoral é que decidem quem são as "ovelhinhas" que aparecem nas listas em posição elegível.

P.S- Uma petição recente reuniu um número suficiente de subscritores para levar os nossos deputados a discutir a delação premiada e o enriquecimento ilícito https://www.dn.pt/portugal/interior/deputados-obrigados-a-discutir-delacao-premiada-9398334.html o que mostra que os cidadãos deste país, como o tal magistrado acima referido, já perderam a serenidade, já estão fartos e já não se contentam com aquilo que os deputados entendem que interessa á Nação


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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 3 de Junho de 2018 7:49
Assunto: Politicos que padecem do complexo do futebolista

https://www.dn.pt/lusa/interior/deputad ... 62535.html

Como acima se dá conta até já em Moçambique se insurgem contra aqueles que acham que a actividade politica é sinónimo de utilização abusiva das verbas do erário público, como há muito tempo sucede em Portugal, quase como se os nossos políticos fossem craques da bola, cujo sonho de infância sempre foi o de se passearem em viaturas alemãs zero Kms como aqui se relembra
http://madespesapublica.blogspot.com/2018/06/ha-um-novo-super-mercedes-em-abrantes.html

Quem já esqueceu aquele deputado que há poucos anos atrás ficou ofendidíssimo com a possibilidade de quererem obrigar os Senhores Presidentes dos Grupos Parlamentares a ser transportados de forma humilhante em veículos da marca Renault. Na altura não seria descabida a hipótese de mandar retirar do museu dos coches o mais espampanante que lá esteja para uso pessoal do referido deputado. http://www.portugalsenior.org/wp-content/uploads/2015/03/Coches.jpg Provavelmente a nação terá ainda que lhe agradecer a humildade e o pesado sacrifício daquele ter aceite que as sanitas da Assembleia da República não sejam de ouro, fetiche de muitos futebolistas e realidade de monarcas Sauditas. Bem vistas as coisas talvez alguém ilustre da nossa classe politica já tenha sonhado um tal fim para uma ínfima parte das mais 383 toneladas que constituem as reservas do Banco de Portugal.


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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 1 de Abril de 2017 16:11
Para: cfigueiredo@expresso.impresa.pt
Assunto: É urgente aumentar o salário dos deputados !

Cara Jornalista Claúdia Figueiredo,

foi com alguma surpresa que li a sua peça jornalística que logo a abrir escreve que “é preciso quebrar o silencio instalado à volta dos salários dos políticos portugueses como forma de voltar a credibilizar a classe politica” e também que a receita passa por “oferecer uma remuneração digna”.

Está a falar a sério ? Ou este é o artigo que o Expresso planeou para comemorar o dia 1 de Abril ? Porém e tendo em conta que a referida peça se baseia no recente livro do Ex-deputado José Magalhães tenho de concluir que não se trata de uma graçola. Antes fosse. Desde logo é mau sinal que uma tal atenção tenha sido dedicada a um livro escrito por alguém que enquanto Secretário de Estado da Justiça achou por bem gastar dinheiros públicos a comprar uns peculiares adereços para decorar o seu gabinete. Não sou eu que o digo mas sim a Associação Sindical dos Juízes Portugueses que não consta que tenha o hábito de caluniar seja quem for por dá cá aquela palha
http://www.asjp.pt/2012/01/14/estado-paga-fervor-maconico/

Também não ajuda nada a causa do Ex-deputado José Magalhães que aquele busque em sua defesa das inacreditáveis palavras do actual Presidente da Assembleia da República que em Outubro passado falou ao Expresso de se criar um regime “que dê alguma garantia a quem está no Parlamento que não fica depois entregue à bicharada” e que mostram bem quais são as verdadeiras preocupações da nossa classe politica. Nem muito menos que esta peça jornalística surja tão inoportunamente logo no mês em que se soube que alguns deputados se andaram a portar de forma tão brilhante https://www.publico.pt/2017/03/21/politica/noticia/tenham-vergonha-senhores-deputados-1765851

Relativamente à sua peça, que de forma triste e acriticamente engoliu de uma assentada o anzol, a chumbada e até mesmo a bóia, das verdades do referido ex-político achei particularmente interessante a tal figura que compara o salário anual dos parlamentares de 13 países e onde Portugal aparece na antepenúltima posição. Um qualquer leitor ao ver uma tal figura ficará por certo convencido que os nossos desgraçados deputados quase que vivem de esmolas podendo inclusive sucumbir à tentação de organizar um peditório para ajudar a nossa mal tratada classe parlamentar. Porém faz muito pouco sentido comparar o vencimento de deputados de países ricos com deputados de países pobres não lhe parece ?

Assim se refizer a referida figura fazendo uma ponderação simples do vencimento pelo PIB/capita de cada país poderá constatar que o vencimento dos deputados portugueses é ligeiramente inferior ao dos deputados da Alemanha e dos Estados Unidos e é até superior ao dos deputados da Inglaterra e da França.
E isto sem sequer levarmos em conta as tais regalias escondidas de que se fala na referida peça, como por exemplo o tal caso de alguém que gastou 40.000 euros em despesas em deslocações e em apenas seis meses.

Pode também constatar no novo gráfico que no referido grupo dos 13 países os deputados qua mais recebem são os do Brasil e aqueles que menos recebem são os da Suiça. Ou seja a fazer fé na tese da sua peça podemos afirmar que o Brasil, com tantos deputados acusados e presos por corrupção é o país que consegue ter os deputados com maior credibilidade ? e que a Suiça, aquele país onde ninguém quer ser deputado, pois que recebem até menos que o valor do PIB/capita, se resigna a ter deputados sem credibilidade ?

É pena que em vez desta peça não tivesse feito antes outra que compasse os vencimentos dos Professores e Investigadores Portugueses com os de outros países nomeadamente com os da China que têm um programa de atracção de talento que paga mais de 1 milhão de euros/ano a Professores catedráticos de topo. Aliás como os Professores e Investigadores Portugueses tem de competir com os da Suiça, da Suécia ou da Alemanha nos concursos internacionais faz pouco sentido que recebam muito menos do que aqueles. Pois também os prémios de jogo da nossa selecção de futebol não são muito menores que os das selecções da Suiça, da Suécia ou da Alemanha. E é por isso que há muitos Professores e Investigadores Portugueses de elevado talento que tem vindo a ganhar lugares de professores Catedráticos em universidades de grande prestígio, mas parece que essa emigração não constitui um problema prioritário o que prioritário é o baixo vencimento dos nossos deputados a quem a nação tanto deve.


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