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 Assunto da Mensagem: "A ciência Portuguesa morre"
 Mensagem Enviado: Quarta Maio 16, 2018 7:12 am 
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cientista sempre presente
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Registado: Quarta Dez 09, 2015 8:17 am
Mensagens: 435
Universidade/ Instituto: Minho
https://www.publico.pt/2018/05/15/ciencia/opiniao/a-ciencia-portuguesa-morre-1830112

Trata-se de um artigo modesto pois enquanto que no email abaixo de 23 de Abril se reclamam aumentos este investigador limita-se a pedir financiamento regular. Desconhece por certo a regra que diz que se queremos obter 100 devemos começar por exigir 1000. Ele limita-se a pedir 100 e no máximo irá receber 10.

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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 23 de Abril de 2018 14:43
Assunto: Docentes e investigadores financiam o Ensino Superior Público

https://www.eurofound.europa.eu/publications/report/2018/statutory-minimum-wages-in-the-eu-2018

Foi publicado este mês o relatório relativo aos salário mínimos no espaço Europeu. A tabela 3 apresenta os valores reais e a tabela 4 os valores ajustado ao poder de compra onde se constata que a Polónia ultrapassou Portugal. Atente-se no valor de 1402 euros para a Holanda, valor esse já ajustado ao poder de compra, o que tendo conta os valores mencionados no final do email abaixo se conclui que naquele país uma bolsa de doutoramento equivale a quase 3 salários mínimos e a bolsa de posdoc a quase 4 salários mínimos.

Assim sendo isso significa isso que em Portugal as bolsas de doutoramento teriam de ter o valor de 2279 euros/mês e as de pós-doutoramento 3004 euros/mês, para poderem estar em idêntica proporção ao nosso salário mínimo, ajustado ao poder de compra e à proporção Holandesa. Isso significaria também que os salários dos docentes e investigadores do ensino superior teriam de ser bastante aumentados para obedecerem à referida proporção o que mostra que se há classe na Administração Pública que está subfinanciada não é certamente a classe médica mas antes a dos docentes e investigadores, significando isso também que esta classe anda há muito tempo a "financiar" o estado Português para que este possa em termos científicos fazer boa figura lá fora como se mostrou aqui https://publons.com/publon/1196110/ onde por exemplo no indicador "rácio (euro per capita of funding in H2020/R&D expenditure as percentage of GDP)" Portugal aparece à frente da Suécia, Áustria, Alemanha e França.

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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 3 de Maio de 2017 7:58
Assunto: Masoquismo remuneratório na academia Portuguesa

Reenvio abaixo email do Sindicato do Ensino Superior. É verdade que o MCTES disse ao que vinha quando logo na sua primeira entrevista não se coibiu de dizer que ia flexibilizar o emprego científico e muito mais evidentes se tornaram as suas intenções quando declarou que é normal que haja na academia docentes que trabalham sem nada receberem, antes mesmo de mandar analisar todos os casos que se encontram nessa situação para afastar a hipótese desse não ser um expediente utilizado para reduzir custos.

Um discurso que logo levou a que outros inteligentes colegas especialistas da gestão e com mal disfarçadas ambições políticas lhe quisessem seguir o exemplo e assim foi sem surpresa que se soube que uma certa universidade aprovou um regulamento que propõe uma carga docente de 20h/semana e outra se propõe pagar um vencimento sem subsídio de exclusividade, reservando aquele só para quem conseguir determinado desempenho.

Já se sabia que havia estivadores com vencimentos superiores ao de Professores Catedráticos sabe-se agora que o MCTES se propõe por via do tal índice 28 pagar a um investigador no início de carreira quase o mesmo que recebe um estivador estagiário. Uma tal ideia não parece no entanto que seja fruto somente da iluminada cabeça do MCTES até porque não se lhe conhecem escritos anteriores onde a tenha defendido ela parece sim ter tido como fonte inspiradora aqueles a quem a mesma mais poderá beneficiar, os "donos" de algumas "fábricas de papers", que assim poderão contratar um maior número de investigadores indiferenciados. Sucede porém que aquilo que é bom para esses é péssimo para o futuro deste país pelo quanto mais depressa o Parlamento liquidar aquela péssima ideia melhor.

Até porque convém não esquecer que estamos num país onde o sector empresarial aproveita todo e qualquer argumento para pagar o menos possível e nalguns casos até obriga os contratados a devolverem parte do vencimento http://www.esquerda.net/artigo/iefp-patroes-obrigam-estagiarios-devolver-parte-do-salario/44149 pelo que esta ideia de fomentar a criação de investigadores low-cost não só é música para tais "empresários" como é um óptimo argumento para que eles possam manter uma politica de baixos salários.


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