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 Assunto da Mensagem: Quem têm medo dos Investigadores FCT?
 Mensagem Enviado: Quinta Maio 18, 2017 4:35 pm 
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investigador em formação
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Numa altura em que o Governo em funções prometeu acabar com a precariedade na Administração Pública https://www.dinheirovivo.pt/economia/antonio-costa-2017-e-para-resolver-precariedade-na-funcao-publica/ é sintomático que se tenha esquecido de uma das classes mais qualificadas da mesma. O facto do MCTES em momento algum ter considerado a hipótese daquela poder usufruir, no estrito respeito pelo principio da igualdade a que a República está subordinada (Artº 13 da CRP e bem assim o Artº 47 sobre o acesso à função pública), do mesmo regime oferecido a outras classes, significa pelo menos duas coisas, desde logo que interessa a este MCTES fazer desaparecer uma classe que é a prova viva que afinal até houve medidas positivas e mesmo louváveis durante a tutela do Ministro Nuno Crato, assim contrariando o discurso que demonizou toda e qualquer acção do mesmo, mas principalmente que os Investigadores FCT representam algo muito incómodo para o status quo, pela simples razão que ao contrário de todas as outras os seus membros não foram selecionados nos tradicionais processos viciados onde se escolhem candidatos muito mais pela obediência e subserviência do que pelo mérito, como vários professores catedráticos não se coibiram já de reconhecer publicamente http://forum.bolseiros.org/viewtopic.php?f=8&t=6365

Percebe-se assim melhor a vontade de agora os obrigar a um concurso de fachada, como são os concursos em instituições com elevada endogamia (vide CNE, 2016) onde serão selecionados os mais subservientes e ainda por cima para irem auferir remuneração inferior. Entendo aliás não só pertinente mas também de elevada importância contextualizar as novas remunerações low cost dos investigadores recentemente aprovadas na Assembleia da República, referindo que Portugal deve ser o único país do primeiro mundo que ao mesmo tempo que reduz a remuneração de investigadores gasta anualmente quase 60 milhões de euros em prémios aos funcionários do fisco http://www.jornaldenegocios.pt/economia/impostos/detalhe/publico-fisco-pagou-635-milhoes-em-premios-aos-funcionarios-em-dez-anos e este ano não será excepção já que o Ministro Mário Centeno decidiu repetir a prática dizendo inclusive, qual poeta, que aquela classe tem um "elevado padrão de competências profissionais" http://www.jornaldenegocios.pt/economia/impostos/detalhe/centeno-mantem-bonus-maximo-a-funcionarios-do-fisco Assim se tornam bastante claras as prioridades deste executivo subordinadas que estão ao alfa e ao ômega da receita fiscal.

Se no pior cenário possível este Governo não lhes deixar outra saída estou certo que muitos Investigadores FCT não engolirão o agravo que o MCTES lhes reserva e preferirão por certo emigrar para países onde apreciem o seu trabalho e também a sua independência de espirito. Lá fora e ao contrário de cá os intelectualmente castrados têm baixa quotação e ainda mais baixa procura excepção feita à Venezuela e à Coreia do Norte. Obviamente que mesmo essa hipotese não exclui que os mesmos não venham a intentar acção judicial contra o Estado Português por violação grosseira do principio da igualdade.


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 Assunto da Mensagem: Re: Quem têm medo dos Investigadores FCT?
 Mensagem Enviado: Sábado Maio 20, 2017 3:50 pm 
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100% de acordo. Só é pena que nos concursos IF não se tenha valorizado a mobilidade. Os níveis endogâmicos entre investigadores FCT continuam demasiado elevados para o que seria desejável. Não podendo evidentemente ser afastados dos concursos a maioria destes investigadores não são mais "excelentes" (ou menos medíocres :twisted: ) do que os muitos que viram as suas candidaturas reprovadas. Sendo assim penso que não estão em condições de pedir tratamento especial.


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 Assunto da Mensagem: Re: Quem têm medo dos Investigadores FCT?
 Mensagem Enviado: Sábado Maio 20, 2017 4:16 pm 
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roiubu Escreveu:
100% de acordo. Só é pena que nos concursos IF não se tenha valorizado a mobilidade. Os níveis endogâmicos entre investigadores FCT continuam demasiado elevados para o que seria desejável. Não podendo evidentemente ser afastados dos concursos a maioria destes investigadores não são mais "excelentes" (ou menos medíocres :twisted: ) do que os muitos que viram as suas candidaturas reprovadas. Sendo assim penso que não estão em condições de pedir tratamento especial.


Falar em 100% de acordo e no fim mencionar "condições especiais" são afirmações contraditórias entre si. Mais valia não ter perdido o seu tempo com a falsa introdução e ir logo para a parte final. Não conheço o estudo de que fala onde já foi aavaliada a percentagem de endogamia deste concurso. Provavelmente será uma intuição. Por acaso concorreu a este concurso e viu a sua candidatura rejeitada ?


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 Assunto da Mensagem: Re: Quem têm medo dos Investigadores FCT?
 Mensagem Enviado: Domingo Maio 21, 2017 9:35 pm 
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Torgal Escreveu:
roiubu Escreveu:
100% de acordo. Só é pena que nos concursos IF não se tenha valorizado a mobilidade. Os níveis endogâmicos entre investigadores FCT continuam demasiado elevados para o que seria desejável. Não podendo evidentemente ser afastados dos concursos a maioria destes investigadores não são mais "excelentes" (ou menos medíocres :twisted: ) do que os muitos que viram as suas candidaturas reprovadas. Sendo assim penso que não estão em condições de pedir tratamento especial.


Falar em 100% de acordo e no fim mencionar "condições especiais" são afirmações contraditórias entre si. Mais valia não ter perdido o seu tempo com a falsa introdução e ir logo para a parte final. Não conheço o estudo de que fala onde já foi aavaliada a percentagem de endogamia deste concurso. Provavelmente será uma intuição. Por acaso concorreu a este concurso e viu a sua candidatura rejeitada ?


100% de acordo porque na sua análise não refere níveis endogâmicos entre IFCT. Vi a minha candidatura rejeitada mas defendo a continuidade do concurso que, mesmo com defeitos (como por exemplo rejeitar a minha candidatura), é bem melhor do que um regresso aos Ciências versão low cost.

Não existe nenhum estudo publicado mas faça um screening por exemplo entre os candidatos classificados com nota máxima em 2015 (não são muitos) e veja quantos estão no mesmo grupo onde concluíram o doutoramento.


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 Assunto da Mensagem: Re: Quem têm medo dos Investigadores FCT?
 Mensagem Enviado: Domingo Maio 21, 2017 10:42 pm 
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Chamar o "Investigador FCT" de concurso só pode ser brincadeira. Aquilo não é mais do que um sorteio onde os pseudo-avaliadores (e muitos deles têm currículo inferior aos candidatos) se limitam a vomitar comentários aleatórios sobre as candidaturas. É claro que as notas atribuídas são perfeitamente aleatórias e para muitas nem sequer se encontra justificação nos comentários do painel. Não é difícil encontrar candidatos classificados acima da minha candidatura sem haver razão para tal. A FCT esconde dos candidatos muita informação relevante sobre a avaliação das candidaturas, como os comentários dos referees externos, as notas dadas às componentes da avaliação (IF 2014), a fórmula de cálculo das pontuações (IF 2013), ao arrepio da Lei Portuguesa que estabelece no Código do Procedimento Administrativo que os candidatos têm direito a receber toda a informação relevante sobre a avaliação da sua candidatura. Quando os tribunais, infelizmente já tarde, derem razão às pessoas que impugnaram o IF 2013, nem quero ver a bronca que vai ser. Mas infelizmente, os responsáveis nunca irão ser responsabilizados. É o país que temos.


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 Assunto da Mensagem: Re: Quem têm medo dos Investigadores FCT?
 Mensagem Enviado: Segunda Maio 22, 2017 11:45 am 
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roiubu Escreveu:
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roiubu Escreveu:
100% de acordo. Só é pena que nos concursos IF não se tenha valorizado a mobilidade. Os níveis endogâmicos entre investigadores FCT continuam demasiado elevados para o que seria desejável. Não podendo evidentemente ser afastados dos concursos a maioria destes investigadores não são mais "excelentes" (ou menos medíocres :twisted: ) do que os muitos que viram as suas candidaturas reprovadas. Sendo assim penso que não estão em condições de pedir tratamento especial.


Falar em 100% de acordo e no fim mencionar "condições especiais" são afirmações contraditórias entre si. Mais valia não ter perdido o seu tempo com a falsa introdução e ir logo para a parte final. Não conheço o estudo de que fala onde já foi aavaliada a percentagem de endogamia deste concurso. Provavelmente será uma intuição. Por acaso concorreu a este concurso e viu a sua candidatura rejeitada ?


100% de acordo porque na sua análise não refere níveis endogâmicos entre IFCT. Vi a minha candidatura rejeitada mas defendo a continuidade do concurso que, mesmo com defeitos (como por exemplo rejeitar a minha candidatura), é bem melhor do que um regresso aos Ciências versão low cost.

Não existe nenhum estudo publicado mas faça um screening por exemplo entre os candidatos classificados com nota máxima em 2015 (não são muitos) e veja quantos estão no mesmo grupo onde concluíram o doutoramento.



espero que não entenda que os screenings como os que refere são suficientes para chegar à conclusão que chegou. Isso não se chama ciência. Noto que há um aspecto positivo e honesto na sua mensagem ao reconhecer que a sua candidatura não foi financiada. Alguém disse um dia que ninguém é bom juiz em causa própria que no nosso ordenamento juridico se chama dever de imparcialidade resulta daqui que o seu interesse no presente assunto poderá retirar-lhe a imparcialidade necessária para se pronunciar sobre ele. Acredito também que deve ter recorrido ao tribunal para fazer defender a sua causa, comvencido que está sobre a mesma.


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 Assunto da Mensagem: Re: Quem têm medo dos Investigadores FCT?
 Mensagem Enviado: Terça Maio 23, 2017 10:16 am 
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Antes de mais, quero afirmar, caso não tenha ficado claro, que não utilizo esta plataforma para discutir as minha candidatura. Quando referi que um dos defeitos do IF foi o de rejeitar a minha candidatura estava obviamente a ser irónico (peço desculpa por não ter usado o respectivo smiley :wink: ). O guião nem refere, se bem me lembro, factores de mobilidade a ter conta na avaliação dos IF's....

Por outro lado, se a minha análise fosse mais rigorosa do ponto de vista científico esta não seria certamente a plataforma mais idónea para a divulgar em primeira mão. De todas as formas estou convencido que a análise do perfis das "notas máximas" permite extrapolar e chegar a algumas conclusões (que requerem obviamente confirmação). O meu PALPITE é que ao descer na lista o nível endogâmico aumenta.

A questão, como bem refere, é que eu não estou em condições de fazer uma análise imparcial deste concurso. E essa é uma questão pertinente porque suspeito que existem poucas pessoas neste país competentes e interessadas em analisar este concurso e que ao mesmo tempo o possam fazer de forma imparcial.

Na minha opinião, o IFCT foi o pior de todos os concursos exceptuando os demais. Neste momento temos quase dois anos sem abertura de concursos para contratação de investigadores e o que está em cima da mesa de momento é aberrante.

Nós precisamos de um sistema de contratação REGULAR e com regras bem definidas (que nunca irão satisfazer gregos e troianos) mas que possa ao mesmo tempo estimular os mais jovens (cenoura) e dar condições aos que conseguem ter as suas propostas aprovadas para evoluírem no sentido de ter uma carreira independente.

Na minha opinião, a factor mobilidade deveria ser tido em conta. Ainda para mais num país onde níveis endogâmicos e os seus efeitos perversos são bem conhecidos. Mas esta é uma opinião pessoal que não cumpre os requisitos da "imparcialidade necessária"....


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 Assunto da Mensagem: Re: Quem têm medo dos Investigadores FCT?
 Mensagem Enviado: Terça Maio 23, 2017 11:25 am 
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roiubu Escreveu:
Antes de mais, quero afirmar, caso não tenha ficado claro, que não utilizo esta plataforma para discutir as minha candidatura. Quando referi que um dos defeitos do IF foi o de rejeitar a minha candidatura estava obviamente a ser irónico (peço desculpa por não ter usado o respectivo smiley :wink: ). O guião nem refere, se bem me lembro, factores de mobilidade a ter conta na avaliação dos IF's....

Por outro lado, se a minha análise fosse mais rigorosa do ponto de vista científico esta não seria certamente a plataforma mais idónea para a divulgar em primeira mão. De todas as formas estou convencido que a análise do perfis das "notas máximas" permite extrapolar e chegar a algumas conclusões (que requerem obviamente confirmação). O meu PALPITE é que ao descer na lista o nível endogâmico aumenta.

A questão, como bem refere, é que eu não estou em condições de fazer uma análise imparcial deste concurso. E essa é uma questão pertinente porque suspeito que existem poucas pessoas neste país competentes e interessadas em analisar este concurso e que ao mesmo tempo o possam fazer de forma imparcial.

Na minha opinião, o IFCT foi o pior de todos os concursos exceptuando os demais. Neste momento temos quase dois anos sem abertura de concursos para contratação de investigadores e o que está em cima da mesa de momento é aberrante.

Nós precisamos de um sistema de contratação REGULAR e com regras bem definidas (que nunca irão satisfazer gregos e troianos) mas que possa ao mesmo tempo estimular os mais jovens (cenoura) e dar condições aos que conseguem ter as suas propostas aprovadas para evoluírem no sentido de ter uma carreira independente.

Na minha opinião, a factor mobilidade deveria ser tido em conta. Ainda para mais num país onde níveis endogâmicos e os seus efeitos perversos são bem conhecidos. Mas esta é uma opinião pessoal que não cumpre os requisitos da "imparcialidade necessária"....


a sua opinião revela isenção e é por isso meritória, poucos são aqueles que têm capacidade de se distanciar do seu problema particular para se focar no problema global. Lamento por isso que a sua candidatura não tenha sido financiada pois este país não se pode dar ao luxo de perder investigadores de qualidade. Terá obviamente havido errros no concurso FCT como há em muitos outros, penso porém que a percentagem será menor do que nos tradicionais concursos nacionais onde entre 38 candidatos os jurados vão selecionar precisamente aquele que não têm nenhum artigo na área do concurso. Porém a meu ver o maior problema do concurso Investigador FCT foi não ter havido dinheiro suficiente para financiar todos aqueles que tivessem obtido classificação Excelente. Este Governo que têm mais dinheiro do que o anterior devia ter mantido o concurso FCT mas alargando a base a financiar abrangendo até mesmo aqueles classificados com Muito Bom. Porém preferiu baixar o vencimento a pagar para que o mesmo possa chegar a mais investigadores não se importando de criar assim investigadores de primeira (Decreto-Lei n.º 124/99) e de segunda ou terceira dependendo do escalão (Decreto-Lei n.º 57/2016)). Ao optar por colocar investigadores a ganhar o que ganha um estivador estagiário não me parece que essa seja uma forma de valorizar esta profissão. O mais provável é que aqueles que tiverem oportunidade emigrarão à primeira oportunidade porque lá fora têm muito mais respeito pela investigação, até a China o país que abastece a loja dos 300s oferece 1 milhão de dólares anuais a Professores Catedráticos de topo http://www.sciencemag.org/careers/features/2016/11/foreign-born-scientists-find-home-china


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