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 Assunto da Mensagem: MCTES: Os privilégios dos investigadores séniores
 Mensagem Enviado: Terça Maio 16, 2017 11:48 am 
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investigador em formação
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Registado: Quarta Dez 09, 2015 8:17 am
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Universidade/ Instituto: Minho
algumas centenas de investigadores séniores que há muitos anos (alguns há quase 20 anos) passam a vida em contratos precários entregaram uma carta ao Ministro Manuel Heitor http://www.dn.pt/sociedade/interior/cientistas-pedem-ao-governo-vinculo-na-funcao-publica-8478689.html entretanto e antes mesmo de pensar de forma ponderada sobre o conteúdo dessa carta, o Ministro já respondeu à mesma. Fê-lo porém de forma muito infeliz e até insultuosa dizendo que os investigadores séniores não precisam desses privilégios. http://www.tsf.pt/sociedade/interior/ministro-diz-que-investigadores-nao-precisam-de-quadro-legal-que-os-privilegie-8478401.html

Está porém muito enganado o Sr. Ministro pois neste país vigora um Estado Direito e logo se há regularização para uns terá que haver também para os outros nos termos do Artº 13 e Artº 47 CRP.
. Bizarro seria que nas universidades deste país se nomeassem definitivamente Professores Universitários com currículo mediano ou até miserável (a fazer fé nas palavras do Presidente da A3ES que em tempos se pronunciou a esse respeito) e se recusasse a mesma possibilidade a investigadores escolhidos em concursos internacionais extremamente competitivos.

Uma coisa é porém certa há na verdade privilegiados no ensino superior mas não são aqueles que vivem de contratos precários há muitos anos, os privilegiados são aqueles que têm direito à parte de leão do orçamento da ciência, http://forum.bolseiros.org/viewtopic.php?f=8&t=6766 as tais fábricas de artigos a quem interessam massas de dóceis investigadores low cost que se limitem a fazer o que lhes manda o chefe da fábrica. Em boa verdade colocar as palavras investigadores e privilégios na mesma frase é um insulto a todos os investigadores,

Privilégios dignos desse nome são aquilo de que usufrui a nossa excelsa classe politica, onde o MCTES agora se inclui, nomeadamente a inesquecível subvenção vitalicia paga a 332 politicos http://www.esquerda.net/artigo/subvencoes-vitalicias-historia-de-um-privilegio/40840 pelos excepcionais serviços que prestaram à nação, e onde pontificam casos notáveis como este http://www.jn.pt/justica/interior/investigacao-a-duarte-lima-no-homicidio-de-rosalina-ribeiro-e-tema-de-livro-6550267.html ou este outro https://www.noticiasaominuto.com/pais/790712/armando-vara-foi-condenado-mas-continua-a-solta ambos a auferirem mais de dois mil euros mensais do erário público a título de compensação por terem feito o favor de terem estado na politica, a que se somarão depois mais 1200 euros/mês que é quanto custa cada preso ao orçamento de estado caso venham a recolher a algum estabelecimento prisional.

Privilégio é aquilo que ocorreu este mês com a nomeação de Ricardo Rodrigues, advogado e ex-deputado condenado por ter roubado gravadores a jornalistas com pena confirmada pelo Tribunal da Relação em 2013 http://videos.sapo.pt/1VqMyMGZYQd51G6AMMKI
para o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais

Privilégio é aquilo que ocorreu também este mês com a escolha de António Gameiro, deputado e advogado condenado por ter ficado com 45.000 euros de um cliente
com pena confirmada pelo Tribunal da Relação em 2016 http://www.mediotejo.net/relacao-confirma-sentenca-que-condenou-antonio-gameiro-a-pagar-45-000-euros-e-agrava-juros/
para o Conselho de Fiscalização do Sistema Integrado de Informação Criminal

Ou seja os docentes dos politécnicos tiveram direito a um regime legal para efectivar todos aqueles que lá trabalhassem há pelo menos 10 anos. Ninguém utilizou para esse regime a palavra privilégio. Os docentes do secundário também tiveram no passado direito a um regime para efectivar milhares de docentes e ainda este ano irão efectivar-se 3462 e ninguem apelida de privilégio esse processo. Até os precários do estado mesmo aqueles com baixas habilitações irão ter direito a um regime próprio sem que ninguém o designe por privilégio. E porém os investigadores séniores que durante mais de 10 anos (alguns andam há 20 anos a transitar entre bolsas) já tiveram de sujeitar-se a vários concursos extremamente competitivos alguns deles com taxas de rejeição de quase 90%, esses não podem reclamar regime idêntico pois isso seria um privilégio.


última vez editado por Torgal s Terça Maio 23, 2017 4:46 am, editado 3 vezes no total

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