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 Assunto da Mensagem: Petição contra a endogamia e os concursos manipulados
 Mensagem Enviado: Quarta Dez 09, 2015 8:23 am 
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Registado: Quarta Dez 09, 2015 8:17 am
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Universidade/ Instituto: Minho
http://peticaopublica.com/viewfullsignatures.aspx?pi=PT79381&pg=1

Aqueles muitos Colegas que subscreveram esta petição fizeram-no porque reconhecem que existem problemas graves na Academia, relacionados com o recrutamento, seleção e promoção de Professores (vide os vários textos mencionados abaixo e bem assim as centenas de comentários deixados no site da petição). Questão diferente e bem mais controversa, reside em se saber porque motivo as instituições que lá fora lideram ou simplesmente seguem as melhores práticas internacionais, a que alude o preâmbulo do ECDU, conseguem tal sem a isso estarem obrigadas por nenhuma Lei, enquanto outras por cá denotam uma estranha atracção por divergir dessas mesmas práticas, necessitando por conseguinte de Leis que obstem a essa pulsão desviante.

Em recente documento interno do Dep. de Física do IST disponível em https://www.docdroid.net/Qv14n3X/seleo-de-candidatos-fsica-ist.pdf.html
o qual contém recomendações sobre as linhas de selecção de candidatos pode ler-se que: "a justificação das propostas de abertura de concursos e/ou dos critérios/pesos adotados na elaboração dos editais deve ser acompanhada dos curricula vitae de potenciais candidatos"

Em 16 de Março o Presidente do SNESUP escreveu que [/b]"No Ensino Superior e Ciência, acusações de endogamia e concursos viciados caminham em paralelo com fenómenos de desvalorização e precarização" http://observador.pt/opiniao/liberdade-autonomia-ensino-superior-e-ciencia/

Na edição do semanário Sol publicada em 25 de Fevereiro o Professor Catedrático José Ferreira Gomes refere que as propostas que se preparam para a ciência vão incentivar a mediocridade e agravar ainda mais o problema da endogamia académica. https://www.docdroid.net/xYXU9s1/artigo-25-fev-2017-ex-secretrio-de-estado.pdf.html

Em 9 de Fevereiro o Professor Catedrático Arnaldo Videira escreveu a propósito da avaliação de desempenho universitária sobre um regime[/b]"que frequentemente privilegia os “amigos” e lambe-botas em detrimento do mérito" https://www.publico.pt/2017/02/09/sociedade/noticia/da-patetica-e-nefasta-farsa-da-avaliacao-dos-docentes-universitarios-1761170

Em 13 de Janeiro de 2017 o historiador Rui Tavares, escreveu que [/b]"contrata-se quem já é da casa ou já fez favores à casta, em concursos de regras abstrusas que servem mais para eliminar candidatos inoportunos do que para ampliar o leque de escolha "https://www.publico.pt/2017/01/13/sociedade/noticia/a-universidade-feudalneoliberal-1758117

O Professor Catedrático José Ferreira Gomes que foi Secretário de Estado do Ensino Superior no XIX Governo e do Ensino Superior e da Ciência no XX Governo, escreveu em 30 de Dezembro de 2016 que "Não é surpreendente que as decisões de recrutamento de docentes a todos os níveis nem sempre favoreçam os mais promissores. É compreensível que as decisões de abertura de concursos, de constituição de júris e de seriação pelos júris pareçam perseguir outros objetivos...Todos estão de acordo em criticar o inbreeding, mesmo aqueles que participam nos processos que o reforçam." http://maissuperior.blogspot.pt/2016/12/para-reforma-do-sistema-de-c.html. Foi por certo a primeira vez que um Colega que exerceu funções governativas ainda por cima logo em dois Governos da República reconhece, ainda que o tenha feito em termos abstratos, a existência de concursos manipulados na academia.

O Presidente do Conselho Nacional da Educação escreveu no relatório do Estado da Educação apresentado em 26 de Setembro de 2016, que a endogamia académica coloca em causa a equidade e o mérito na carreira universitária e é responsável pela paroquialização das equipas de investigação cientifíca cuja maioria não vai além da mediania: https://www.publico.pt/sociedade/noticia/professores-convidados-mantem-tendencia-do-ensino-superior-para-a-endogamia-1745056?frm=ult

No mesmo relatório consta ainda o seguinte texto: Em países onde a endogamia representa um problema, a possibilidade de contratar os melhores candidatos é reduzida, apesar da “fachada” dos concursos abertos, aparentemente transparentes e competitivos...Os processos de seleção, embora formalmente baseados na avaliação padronizada das candidaturas, são na prática baseados na avaliação informal das competências individuais e dos relacionamentos pessoais durante a formação, o que resulta no ‘favoritismo do candidato local’...​Este tipo de contratação não só abre a porta à corrupção, como é injusto para aqueles que não criaram relações pessoais dentro do departamento ou que mudaram de instituição de ensino superior. Desde modo, a independência intelectual e a mobilidade são castigadas.

Em 6 de Agosto de 2016 o semanário Sol publicou uma longa entrevista ao Professor Catedrático Jubilado Jorge Calado do IST, onde aquele afirmava que muitos Professores Universitários são selecionados tendo como critério não irem fazer sombra aos que já lá estão. Trata-se de um básico mecanismo de sobrevivência de Professores medíocres que apenas um sistema de recrutamento caduco permite e o qual já foi analisado aqui https://link.springer.com/article/10.1007/s11024-013-9231-0

Durante o ano de 2016 nove colegas divulgaram uma carta aberta sobre um concurso para selecionar um Professor de Matemática que recebeu 38 candidaturas (algumas até de colegas com prémios Gulbenkian, alguns com currículos longos tanto cientifica como pedagogicamente) e onde o candidato selecionado foi precisamente aquele que não tinha nenhum artigo científico nem atividade científica conhecida na área do concurso.

Destaque para o texto abaixo extraído de uma comunicação dos investigadores Orlanda Tavares, Vasco Lança e Alberto Amaral apresentada em Setembro de 2015 numa conferência realizada na Áustria, comunicação essa onde se refere que Portugal é um dos campeões europeus da endogamia académica:
“inbreeding is likely to damage candidates’ equal opportunities and the university’s quality of teaching and research...academic inbreeding restricts the possibility of hiring the best potential candidates for academic appointments... Although in many countries recruitment procedures occur through open calls for positions, which appear to be fair and transparent... in inbred countries "these ‘open and competitive’ procedures are essentially pretense, as no one believes in the possibility of genuinely fair chances for outsiders” http://eairaww.websites.xs4all.nl/forum/krems/PDF/1551.pdf

Abaixo link para um ​Excelente artigo do Professor Catedrático Orlando M. Lourenço da Universidade de Lisboa​ o qual escreveu ​de forma muito clara e muito corajosa sobre os ​principais ​problemas​ de que enferma a ​U​niversidade Portuguesa apontado a endogamia como o mais grave "​O maior inimigo da Universidade Portuguesa chama-se endogamia...De forma não eufemista, endogamia significa corrupção...Outro mal da Universidade Portuguesa é ser pouco sensível ao mérito. Em geral, é a obediência, quando não a mediocridade, que são recompensadas. ":​ http://webpages.fc.ul.pt/~ommartins/images/hfe/lugares/universidade.htm

O Professor Catedrático Luís Campos e Cunha da Universidade Nova de Lisboa escreveu no site da petição que a endogamia académica é um problema muito grave que incita e fomenta o lambe-botismo das hierarquias instaladas.

Também o Professor Catedrático Armando Machado da Universidade do Minho escreveu "A progressão na carreira universitária portuguesa depende ainda em larga medida de padrões de obediência e subserviência a mentores e ex-orientadores que, por sua vez, com muita frequência manipulam os júris de avaliação" https://paco.ua.pt/common/bin//Universidades.pdf

O Professor Catedrático Vital Moreira da Universidade de Coimbra escreveu sobre o problema da endogamia em geral e os consequentes concursos com fotografia em particular "na maior parte dos casos os lugares só são postos a concurso quando alguém "da casa" esteja em condições de concorrer. Depois, normalmente ninguém de fora da instituição ousa apresentar-se a concurso. Finalmente, o concorrente único é sempre admitido, se necessário com a ajuda de júris amistosamente escolhidos.":http://www.publico.pt/espaco-publico/jornal/endogamia-universitaria-146580

O Professor Catedrático Jubilado Mário Vieira de Carvalho da Universidade Nova de Lisboa escreveu "tem-se dado como provado em tribunal que há membros do júri que, com o intuito de favorecer um candidato em detrimento de outro, fazem tábua rasa das grelhas de avaliação que o próprio júri aprovara" http://www.publico.pt/opiniao/jornal/mudar-a-universidade-endogamia-e-etica-303331

O Professor Emérito do MIT Michael Athans escreveu sobre a sua estada no IST e em particular sobre o problema da endogamia merecendo destaque a trágica previsão "inbreeding may also lead to a serious mediocrity in the Portuguese educational system for the next 30-40 years...some “academic dictators” encourage hiring their mediocre students and employ inbreeding as a means of hiding their academic incompetence and inferior research capabilities": http://www.math.ist.utl.pt/~jpnunes/PORTUG-RES-mathans.pdf

Aqui ao lado na vizinha Espanha a academia padece de idêntica enfermidade, ainda assim com uma percentagem de endogamia média inferior à das universidades Portuguesas, contudo os Colegas Espanhóis há muito que estão conscientes da gravidade deste problema e das consequências perversas da endogamia para a docência e para a investigação. Como refere o Catedrático Jordi Caballé, da Universidade Autónoma de Barcelona: "Los centros más endogámicos, los que se muestran menos abiertos a la incorporación de talentos externos, son también los más fosilizados".

Um recente artigo do Catedrático José Ginés-Mora, da Universidade de Valência é também bastante incisivo na condenação da endogamia universitária "la endogamia es consecuencia de corruptelas: se favorece al familiar, al amiguete o simplemente al “cliente” del que se espera fidelidad en el futuro" http://www.universidadsi.es/los-efectos-perversos-de-la-endogamia-universitaria/

Igual destaque merece um outro artigo muito esclarecedor do Catedrático Andrés Betancor "Es corrupción cuando se trata de un contrato de 10.000 euros para organizar un evento...pero cuando se trata de la adjudicación de una plaza de catedrático es … endogamia" http://hayderecho.com/2015/01/08/endogamia-omerta-y-corrupcion-en-la-universidad/

E também um outro recente do Catedrático Carlos Gorriarán que escreveu que "Todos estos escándalos tienen una raíz común: la endogamia y sus redes clientelares, que hacen muy difícil acceder a la universidad como profesor e investigador si no es bajo el patrocinio clientelar del grupo dominante en el departamento, que después tratará de condicionar y dirigir la carrera académica del novato. Bajo la regla del favor debido y concedido, y del silencio de los beneficiados y aspirantes a serlo, se toleran y perpetran demasiados atropellos."
http://www.eldiario.es/solow_en_el_parnaso/endogamia-tabues-universidad-espanola_6_607249280.html

Ou ainda mais recentemente em Fevereiro de 2017 a acusação da Catedrática Rosa Berganza candidata a Reitora da Universidade Rei Juan Carlos de Madrid instituição que acusou de funcionar como uma rede clientelar "ao mais puro estilo mafioso" http://politica.elpais.com/politica/2017/02/09/actualidad/1486639585_879039.html

No entanto os Colegas Espanhóis são mais proactivos a denunciar irregularidades concursais e outras através de uma plataforma criada pela Associação para a Transparência: http://www.corruptio.com/web/main/main.htm iniciativa que está longe, pelo menos num futuro próximo, de vir a ser replicada em Portugal, talvez porque, como escreveu no Público o Colega André Freire do ISCTE em 8 de Janeiro de 2016, existem na universidade Portuguesa várias condicionantes que "estimulam a domesticação dos docentes".

E muito recentemente, em 6 de Março de 2017, a Presidente da comunidade de Madrid, manifestou a sua intenção de legislar no sentido de tentar acabar com a endogamia académica. http://www.elmundo.es/madrid/2017/03/06/58bc7852268e3e85168b460f.html

O antropólogo António João Maia escreveu recentemente que “os atos de corrupção e fraude que as mais das vezes ocorrem no contexto da ação de organizações (públicas ou privadas) são praticados por indivíduos (funcionários ou trabalhadores) dessas organizações que revelam deficiências na interiorização dos valores éticos e morais...” é por isso lícito perguntar:

será que um Professor que participa activamente na viciação de um procedimento concursal, ou que seja o beneficiário directo desse crime, reúne suficientes condições de isenção e imparcialidade, para avaliar os seus alunos de forma rigorosa sem que se corra o risco de favorecer alguns deles ?

será que não existe risco desse Professor poder “contaminar” os seus alunos contribuindo para o aumento da probabilidade destes poderem vir a padecer de deficiências da mesma natureza?

e será que quando se acaba de saber que um projecto de investigação financiado pela FCT, desenvolvido pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, que envolveu 180 cursos, 7.292 alunos e cerca de 2.700 docentes com o título “A ética dos alunos e a tolerância de professores e instituições perante a fraude académica no Ensino Superior” confirma a existência de uma elevada incidência de fraude académica em Portugal, num país onde muitos daqueles que deviam constituir-se como modelos de comportamento se pautam afinal por uma relatividade ética e moral, permanente e generalizada, de que os famigerados e miseráveis “Papéis do Panamá” constituem apenas “a ponta do icebergue”, não deveria a contratação de Professores Universitários merecer neste contexto redobradas preocupações, por forma a ser feita de forma transparente, rigorosa e no respeito pelos princípios da justiça, da imparcialidade e do mérito, consagrados na Constituição da Republica Portuguesa ?

Fernando Pacheco Torgal

Abaixo lista com o nome e categoria profissional de alguns dos subscritores da presente petição:
Fernando Pacheco Torgal, Inv.Principal e Membro Conselheiro da O.E.
Mário Teixeira Krüger, Professor Catedrático
Helena da Silva Ramos, Professora Associada c/Agregação
João Menezes de Sequeira, Professor Associado
Naim Haie, Professor Associado c/Agregação
Rui Amaro Alves, Professor Adjunto
Carlos Bragança dos Santos, Professor Adjunto
António Costa Pinto, Professor Catedrático Conv
Teresa Valsassina Heitor, Professora Catedrática
Elsa de Sá Caetano, Professora Associada c/Agregação
Eugénio Manuel Ferreira, Professor Catedrático
Adelino Canário, Professor Catedrático
João Pereira Gomes, Professor-Coordenador c/Agregação
Rui M.M. Carneiro Barros, Professor Associado c/Agregação
António Viana da Fonseca, Professor Associado c/Agregação
José Soeiro Ferreira Professor Associado c/Agregação
José Emílio Fernandes Tavares Ribeiro, Professor Catedrático
Luísa Maria Hora de Carvalho, Professora-Coordenadora
Pedro Manuel Miranda Nunes, Professor-Coordenador c/Agregação
Maria de Lurdes Rodrigues, Professora Associada c/Agregação
José Manuel Pinto Duarte, Professor Catedrático
Luís Manuel Soares Reis Torgal, Professor Catedrático Apos.
Mário Augusto Tavares Russo, Professor-Coordenador
Armando Baptista Silva Afonso, Professor Catedrático Conv. Apos.
Maria Elisa Preto Gomes, Professora Catedrática
Hélder Adegar Fonseca, Professor Catedrático
Fernanda Maria Ramos da Cruz Margarido, Professora Associada
Ana Maria Pereira Botelho Rego, Professora Associada c/Agregação
Fernando dos Reis Condesso, Professor Catedrático
José Maria Brandão de Brito, Professor Catedrático
José Paulo Mourão de Melo Abreu, Professor Associado c/Agregação
Pedro Luís de Pezarat Correia, Professor Associado c/Agregação
João Carlos Vassalo Santos Cabral, Professor Associado
Maria José Costa, Professora Catedrática Aposentada
Fernando Carneiro Moreira da Silva, Professor Catedrático
Pedro Bacelar de Vasconcelos, Professor Associado
Claúdia Lopes Viana Pimentel Torres, Professora Associada
João Marques Silva, Professor Catedrático
Branca Maria Cardoso Monteiro da Silva, Professora Associada
António da Silva Rocha Reis Cabrita, Investigador-Coordenador Apos.
Teotónio Rosário de Souza, Professor Catedrático
Claúdio Franco, Investigador (ERC grant)
Gonçalo José Lopes Bernardes, Investigador
Ana Isabel Correia Martins, Investigadora-Principal
José Augusto Franco de Oliveira, Professor Associado Aposentado
Maria Madalena dos Santos Alves, Professora-Catedrática
António Rebelo Delgado Tomás, Professor-Coordenador c/Agregação
João Carlos Ferreira Correia, Professor Associado c/ Agregação
Manuel Filipe Cruz de Morais Canaveira, Professor Associado
Mirian Estela Nogueira Tavares, Professora Associada
David Orland Alves Ferreira, Professor Associado
Gonçalo Byrne, Professor Catedrático Convidado
Filomena Martins Pereira, Professora Associada c/Agregação
Luís Manuel Moreira de Campos e Cunha, Professor-Catedrático
Fernando António Batista Branco, Professor Catedrático
Helena Maria Coelho Rocha Terreiro Bártolo, Professor-Coordenador
José Manuel Santos Encarnação, Professor Catedrático
José Alberto Rio Fernandes, Professor Catedrático
Isabela Maria Almeida Fonseca, Professora Associada c/Agregação
Carlos Valdir de Menezes Bateira, Professor Associado
Fernando Augusto Pinto Garcia, Professor Associado c/Agregação Apos
Maria Margarida Nunes Gaspar de Matos, Professora Catedrática
Isabel Mestre Marques Palmeirim, Professora Associada c/Agregação
Fernando da Costa Castro e Fontes, Professor Associado c/ Agregação
Aurora Amélia Castro Teixeira, Professora Associada c/Agregação
José Fernando Gonçalves, Professor Associado
Eduardo Rodrigues de Pinho e Melo, Professor Associado
Susana Isabel Arsénio Nunes Costa Araújo, Investigadora Principal
Cristina Maria Coimbra Vieira, Professora Associada
Fernando José Mendes Rosas, Professora Catedrático
Ricardo Serrão Santos, Investigador-Principal
Manuel Vicente de Freitas Martins, Professor-Coordenador
António Cipriano Afonso Pinheiro, Professor Cat. Jubilado
Carlos Fortuna, Professor Catedrático
João José dos Santos Sentieiro, Professor Catedrático
Maria Amaral Antunes Vaz Ponce de Leão, Professora Catedrática
João Carvalho de Sá Seixa, Professor Associado
Norberto Nuno Pinto Santos, Professor Associado c/Agregação
Álvaro Fernandes Santos Almeida, Professor Associado .
José Teixeira Abreu Medeiros Mourão Professor Associado c/ Agregação
João Carlos Marques, Professor Catedrático
Maria Ana Carvalho Viana Baptista, Professora-Coordenadora
João Luís Correia Duque, Professor-Catedrático
Miguel Bastos Araújo, Professor Catedrático Convidado (HCR, 2015)
Victor Alberto Neves Barroso, Professor Catedrático
Ágata Maria Marques Aranha, Professora Associada c/Agregação
Jorge Ferro da Silva Menezes, Professor-Catedrático
Paulo Alexandre da Costa Lemos, Investigador Principal
Jorge Miguel Alberto Miranda, Professor Catedrático
Carlos Manuel da Silva Lameiro, Professor Associado
Maria dos Santos Proença de Almeida, Professora Catedrática
Maria João Monteiro Brilhante, Professora Associada c/Agreg.
Aníbal Traça Carvalho de Almeida, Professor Catedrático
Edmundo Heitor da Silva Monteiro, Professor Catedrático
Eduardo Augusto dos Santos Rosa​, Professor Catedrático
Winchil Luís Cláudio Vaz,Professor Catedrático
Mónica Bettencourt-Dias, Investigadora Coordenadora
Isabel Antunes Mendes Gordo, Investigadora Coordenadora
Mário Augusto de Carvalho Boto Ferreira, Professor Associado
Claúdio Enrique Sunkel, Professor Catedrático
Nuno Viana Pereira Ferreira Bicho, Professor Associado c/Agregação
Helena E. de Lemos Carvalhão Buescu, Professora Catedrática
Henrique da Fonseca Trindade, Professor Associado c/Agregação
Ana Maria Correia Rodrigues Prata, Professora Associada c/ Agregação
Jorge Pamiés Teixeira, Professor Catedrático
Henrique Veiga Fernandes, Investigador-Coordenador
Pedro Jorge Moreira de Parrot Morato, Professor Associado
Marco Trindade Painho, Professor Catedrático
Manuel Ortigueira, Professor Associado c/Agregação
Adérito Fernandes Marcos, Professor Catedrático
Maria José Félix Saavedra, Professora Associada c/ Agregação
João Luís Serrão da Cunha Cardoso, Professor Catedrático
Anabela Maria Lopes Romano, Professora Associada c/ Agregação
Deborah Power, Professora Catedrática
António Alfredo Coelho Jacinto, Investigador Principal
Leonor Saúde, Investigadora Principal
Nuno Maulide, Professor Catedrático
Maria Teresa Summavielle, Investigadora-Principal
Georges Rupp, Investigador-Principal
Isabel Maria da Costa Salavessa, Investigadora-Principal
Isabel Maria Nunes de Sousa, Professora Associada c/Agregação
Margarida Sofia Pereira Duarte Amaral, Professora Catedrática
José Carlos Ribeiro Bessa, Investigador-Principal
Rui Manuel Moura de Carvalho Oliveira, Professor Associado
António Couto Mouraz Miranda, Professor Associado c/Agregação
José Inácio Ferrão de Paiva Martins, Professor Associado c/Agregação
Luís Aguiar-Conraria, Professor Associado
Carlos Jose Ferreira Cortinhas, Professor Associado
Miguel Portela, Professor Associado
Raquel Maria Medeiros Gaspar, Professora Associada
José Nuno Moura Marques Fidalgo, Professor Associado
Maria do Rosário Almeida Partidário, Professora Associada c/Agregação
Carlos Jorge Ferreira Silvestre, Professor Associado c/Agregação
Mario Rui Fonseca dos Santos Gomes, Professor Associado
Nuno Manuel Mendes Maia, Professor Associado c/Agregação
Paulo José da Costa Branco, Professor Associado
Maria Teresa Themido da Silva Pereira, Professora Associada
Pedro João Borges Graça, Professor Associado
Maria A. Flores Fernandes, Professora Associada c/Agregação


última vez editado por Torgal s Sexta Abr 21, 2017 3:01 pm, editado 61 vezes no total

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 Assunto da Mensagem: Re: Petição contra a endogamia e os concursos manipulados
 Mensagem Enviado: Segunda Jun 05, 2017 7:27 am 
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Registado: Quarta Dez 09, 2015 8:17 am
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Universidade/ Instituto: Minho
Torgal Escreveu:
http://peticaopublica.com/viewfullsignatures.aspx?pi=PT79381&pg=1

Aqueles muitos Colegas que subscreveram esta petição fizeram-no porque reconhecem que existem problemas graves na Academia, relacionados com o recrutamento, seleção e promoção de Professores (vide os vários textos mencionados abaixo e bem assim as centenas de comentários deixados no site da petição). Questão diferente e bem mais controversa, reside em se saber porque motivo as instituições que lá fora lideram ou simplesmente seguem as melhores práticas internacionais, a que alude o preâmbulo do ECDU, conseguem tal sem a isso estarem obrigadas por nenhuma Lei, enquanto outras por cá denotam uma estranha atracção por divergir dessas mesmas práticas, necessitando por conseguinte de Leis que obstem a essa pulsão desviante.

Em recente documento interno do Dep. de Física do IST disponível em https://www.docdroid.net/Qv14n3X/seleo-de-candidatos-fsica-ist.pdf.html
o qual contém recomendações sobre as linhas de selecção de candidatos pode ler-se que: "a justificação das propostas de abertura de concursos e/ou dos critérios/pesos adotados na elaboração dos editais deve ser acompanhada dos curricula vitae de potenciais candidatos"

Em 16 de Março o Presidente do SNESUP escreveu que [/b]"No Ensino Superior e Ciência, acusações de endogamia e concursos viciados caminham em paralelo com fenómenos de desvalorização e precarização" http://observador.pt/opiniao/liberdade-autonomia-ensino-superior-e-ciencia/

Na edição do semanário Sol publicada em 25 de Fevereiro o Professor Catedrático José Ferreira Gomes refere que as propostas que se preparam para a ciência vão incentivar a mediocridade e agravar ainda mais o problema da endogamia académica. https://www.docdroid.net/xYXU9s1/artigo-25-fev-2017-ex-secretrio-de-estado.pdf.html

Em 9 de Fevereiro o Professor Catedrático Arnaldo Videira escreveu a propósito da avaliação de desempenho universitária sobre um regime[/b]"que frequentemente privilegia os “amigos” e lambe-botas em detrimento do mérito" https://www.publico.pt/2017/02/09/sociedade/noticia/da-patetica-e-nefasta-farsa-da-avaliacao-dos-docentes-universitarios-1761170

Em 13 de Janeiro de 2017 o historiador Rui Tavares, escreveu que [/b]"contrata-se quem já é da casa ou já fez favores à casta, em concursos de regras abstrusas que servem mais para eliminar candidatos inoportunos do que para ampliar o leque de escolha "https://www.publico.pt/2017/01/13/sociedade/noticia/a-universidade-feudalneoliberal-1758117

O Professor Catedrático José Ferreira Gomes que foi Secretário de Estado do Ensino Superior no XIX Governo e do Ensino Superior e da Ciência no XX Governo, escreveu em 30 de Dezembro de 2016 que "Não é surpreendente que as decisões de recrutamento de docentes a todos os níveis nem sempre favoreçam os mais promissores. É compreensível que as decisões de abertura de concursos, de constituição de júris e de seriação pelos júris pareçam perseguir outros objetivos...Todos estão de acordo em criticar o inbreeding, mesmo aqueles que participam nos processos que o reforçam." http://maissuperior.blogspot.pt/2016/12/para-reforma-do-sistema-de-c.html. Foi por certo a primeira vez que um Colega que exerceu funções governativas ainda por cima logo em dois Governos da República reconhece, ainda que o tenha feito em termos abstratos, a existência de concursos manipulados na academia.

O Presidente do Conselho Nacional da Educação escreveu no relatório do Estado da Educação apresentado em 26 de Setembro de 2016, que a endogamia académica coloca em causa a equidade e o mérito na carreira universitária e é responsável pela paroquialização das equipas de investigação cientifíca cuja maioria não vai além da mediania: https://www.publico.pt/sociedade/noticia/professores-convidados-mantem-tendencia-do-ensino-superior-para-a-endogamia-1745056?frm=ult

No mesmo relatório consta ainda o seguinte texto: Em países onde a endogamia representa um problema, a possibilidade de contratar os melhores candidatos é reduzida, apesar da “fachada” dos concursos abertos, aparentemente transparentes e competitivos...Os processos de seleção, embora formalmente baseados na avaliação padronizada das candidaturas, são na prática baseados na avaliação informal das competências individuais e dos relacionamentos pessoais durante a formação, o que resulta no ‘favoritismo do candidato local’...​Este tipo de contratação não só abre a porta à corrupção, como é injusto para aqueles que não criaram relações pessoais dentro do departamento ou que mudaram de instituição de ensino superior. Desde modo, a independência intelectual e a mobilidade são castigadas.

Em 6 de Agosto de 2016 o semanário Sol publicou uma longa entrevista ao Professor Catedrático Jubilado Jorge Calado do IST, onde aquele afirmava que muitos Professores Universitários são selecionados tendo como critério não irem fazer sombra aos que já lá estão. Trata-se de um básico mecanismo de sobrevivência de Professores medíocres que apenas um sistema de recrutamento caduco permite e o qual já foi analisado aqui https://link.springer.com/article/10.1007/s11024-013-9231-0

Durante o ano de 2016 nove colegas divulgaram uma carta aberta sobre um concurso para selecionar um Professor de Matemática que recebeu 38 candidaturas (algumas até de colegas com prémios Gulbenkian, alguns com currículos longos tanto cientifica como pedagogicamente) e onde o candidato selecionado foi precisamente aquele que não tinha nenhum artigo científico nem atividade científica conhecida na área do concurso.

Destaque para o texto abaixo extraído de uma comunicação dos investigadores Orlanda Tavares, Vasco Lança e Alberto Amaral apresentada em Setembro de 2015 numa conferência realizada na Áustria, comunicação essa onde se refere que Portugal é um dos campeões europeus da endogamia académica:
“inbreeding is likely to damage candidates’ equal opportunities and the university’s quality of teaching and research...academic inbreeding restricts the possibility of hiring the best potential candidates for academic appointments... Although in many countries recruitment procedures occur through open calls for positions, which appear to be fair and transparent... in inbred countries "these ‘open and competitive’ procedures are essentially pretense, as no one believes in the possibility of genuinely fair chances for outsiders” http://eairaww.websites.xs4all.nl/forum/krems/PDF/1551.pdf

Abaixo link para um ​Excelente artigo do Professor Catedrático Orlando M. Lourenço da Universidade de Lisboa​ o qual escreveu ​de forma muito clara e muito corajosa sobre os ​principais ​problemas​ de que enferma a ​U​niversidade Portuguesa apontado a endogamia como o mais grave "​O maior inimigo da Universidade Portuguesa chama-se endogamia...De forma não eufemista, endogamia significa corrupção...Outro mal da Universidade Portuguesa é ser pouco sensível ao mérito. Em geral, é a obediência, quando não a mediocridade, que são recompensadas. ":​ http://webpages.fc.ul.pt/~ommartins/images/hfe/lugares/universidade.htm

O Professor Catedrático Luís Campos e Cunha da Universidade Nova de Lisboa escreveu no site da petição que a endogamia académica é um problema muito grave que incita e fomenta o lambe-botismo das hierarquias instaladas.

Também o Professor Catedrático Armando Machado da Universidade do Minho escreveu "A progressão na carreira universitária portuguesa depende ainda em larga medida de padrões de obediência e subserviência a mentores e ex-orientadores que, por sua vez, com muita frequência manipulam os júris de avaliação" https://paco.ua.pt/common/bin//Universidades.pdf

O Professor Catedrático Vital Moreira da Universidade de Coimbra escreveu sobre o problema da endogamia em geral e os consequentes concursos com fotografia em particular "na maior parte dos casos os lugares só são postos a concurso quando alguém "da casa" esteja em condições de concorrer. Depois, normalmente ninguém de fora da instituição ousa apresentar-se a concurso. Finalmente, o concorrente único é sempre admitido, se necessário com a ajuda de júris amistosamente escolhidos.":http://www.publico.pt/espaco-publico/jornal/endogamia-universitaria-146580

O Professor Catedrático Jubilado Mário Vieira de Carvalho da Universidade Nova de Lisboa escreveu "tem-se dado como provado em tribunal que há membros do júri que, com o intuito de favorecer um candidato em detrimento de outro, fazem tábua rasa das grelhas de avaliação que o próprio júri aprovara" http://www.publico.pt/opiniao/jornal/mudar-a-universidade-endogamia-e-etica-303331

O Professor Emérito do MIT Michael Athans escreveu sobre a sua estada no IST e em particular sobre o problema da endogamia merecendo destaque a trágica previsão "inbreeding may also lead to a serious mediocrity in the Portuguese educational system for the next 30-40 years...some “academic dictators” encourage hiring their mediocre students and employ inbreeding as a means of hiding their academic incompetence and inferior research capabilities": http://www.math.ist.utl.pt/~jpnunes/PORTUG-RES-mathans.pdf

Aqui ao lado na vizinha Espanha a academia padece de idêntica enfermidade, ainda assim com uma percentagem de endogamia média inferior à das universidades Portuguesas, contudo os Colegas Espanhóis há muito que estão conscientes da gravidade deste problema e das consequências perversas da endogamia para a docência e para a investigação. Como refere o Catedrático Jordi Caballé, da Universidade Autónoma de Barcelona: "Los centros más endogámicos, los que se muestran menos abiertos a la incorporación de talentos externos, son también los más fosilizados".

Um recente artigo do Catedrático José Ginés-Mora, da Universidade de Valência é também bastante incisivo na condenação da endogamia universitária "la endogamia es consecuencia de corruptelas: se favorece al familiar, al amiguete o simplemente al “cliente” del que se espera fidelidad en el futuro" http://www.universidadsi.es/los-efectos-perversos-de-la-endogamia-universitaria/

Igual destaque merece um outro artigo muito esclarecedor do Catedrático Andrés Betancor "Es corrupción cuando se trata de un contrato de 10.000 euros para organizar un evento...pero cuando se trata de la adjudicación de una plaza de catedrático es … endogamia" http://hayderecho.com/2015/01/08/endogamia-omerta-y-corrupcion-en-la-universidad/

E também um outro recente do Catedrático Carlos Gorriarán que escreveu que "Todos estos escándalos tienen una raíz común: la endogamia y sus redes clientelares, que hacen muy difícil acceder a la universidad como profesor e investigador si no es bajo el patrocinio clientelar del grupo dominante en el departamento, que después tratará de condicionar y dirigir la carrera académica del novato. Bajo la regla del favor debido y concedido, y del silencio de los beneficiados y aspirantes a serlo, se toleran y perpetran demasiados atropellos."
http://www.eldiario.es/solow_en_el_parnaso/endogamia-tabues-universidad-espanola_6_607249280.html

Ou ainda mais recentemente em Fevereiro de 2017 a acusação da Catedrática Rosa Berganza candidata a Reitora da Universidade Rei Juan Carlos de Madrid instituição que acusou de funcionar como uma rede clientelar "ao mais puro estilo mafioso" http://politica.elpais.com/politica/2017/02/09/actualidad/1486639585_879039.html

No entanto os Colegas Espanhóis são mais proactivos a denunciar irregularidades concursais e outras através de uma plataforma criada pela Associação para a Transparência: http://www.corruptio.com/web/main/main.htm iniciativa que está longe, pelo menos num futuro próximo, de vir a ser replicada em Portugal, talvez porque, como escreveu no Público o Colega André Freire do ISCTE em 8 de Janeiro de 2016, existem na universidade Portuguesa várias condicionantes que "estimulam a domesticação dos docentes".

E muito recentemente, em 6 de Março de 2017, a Presidente da comunidade de Madrid, manifestou a sua intenção de legislar no sentido de tentar acabar com a endogamia académica. http://www.elmundo.es/madrid/2017/03/06/58bc7852268e3e85168b460f.html

O antropólogo António João Maia escreveu recentemente que “os atos de corrupção e fraude que as mais das vezes ocorrem no contexto da ação de organizações (públicas ou privadas) são praticados por indivíduos (funcionários ou trabalhadores) dessas organizações que revelam deficiências na interiorização dos valores éticos e morais...” é por isso lícito perguntar:

será que um Professor que participa activamente na viciação de um procedimento concursal, ou que seja o beneficiário directo desse crime, reúne suficientes condições de isenção e imparcialidade, para avaliar os seus alunos de forma rigorosa sem que se corra o risco de favorecer alguns deles ?

será que não existe risco desse Professor poder “contaminar” os seus alunos contribuindo para o aumento da probabilidade destes poderem vir a padecer de deficiências da mesma natureza?

e será que quando se acaba de saber que um projecto de investigação financiado pela FCT, desenvolvido pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, que envolveu 180 cursos, 7.292 alunos e cerca de 2.700 docentes com o título “A ética dos alunos e a tolerância de professores e instituições perante a fraude académica no Ensino Superior” confirma a existência de uma elevada incidência de fraude académica em Portugal, num país onde muitos daqueles que deviam constituir-se como modelos de comportamento se pautam afinal por uma relatividade ética e moral, permanente e generalizada, de que os famigerados e miseráveis “Papéis do Panamá” constituem apenas “a ponta do icebergue”, não deveria a contratação de Professores Universitários merecer neste contexto redobradas preocupações, por forma a ser feita de forma transparente, rigorosa e no respeito pelos princípios da justiça, da imparcialidade e do mérito, consagrados na Constituição da Republica Portuguesa ?

Fernando Pacheco Torgal

Abaixo lista com o nome e categoria profissional de alguns dos subscritores da presente petição:
Fernando Pacheco Torgal, Inv.Principal e Membro Conselheiro da O.E.
Mário Teixeira Krüger, Professor Catedrático
Helena da Silva Ramos, Professora Associada c/Agregação
João Menezes de Sequeira, Professor Associado
Naim Haie, Professor Associado c/Agregação
Rui Amaro Alves, Professor Adjunto
Carlos Bragança dos Santos, Professor Adjunto
António Costa Pinto, Professor Catedrático Conv
Teresa Valsassina Heitor, Professora Catedrática
Elsa de Sá Caetano, Professora Associada c/Agregação
Eugénio Manuel Ferreira, Professor Catedrático
Adelino Canário, Professor Catedrático
João Pereira Gomes, Professor-Coordenador c/Agregação
Rui M.M. Carneiro Barros, Professor Associado c/Agregação
António Viana da Fonseca, Professor Associado c/Agregação
José Soeiro Ferreira Professor Associado c/Agregação
José Emílio Fernandes Tavares Ribeiro, Professor Catedrático
Luísa Maria Hora de Carvalho, Professora-Coordenadora
Pedro Manuel Miranda Nunes, Professor-Coordenador c/Agregação
Maria de Lurdes Rodrigues, Professora Associada c/Agregação
José Manuel Pinto Duarte, Professor Catedrático
Luís Manuel Soares Reis Torgal, Professor Catedrático Apos.
Mário Augusto Tavares Russo, Professor-Coordenador
Armando Baptista Silva Afonso, Professor Catedrático Conv. Apos.
Maria Elisa Preto Gomes, Professora Catedrática
Hélder Adegar Fonseca, Professor Catedrático
Fernanda Maria Ramos da Cruz Margarido, Professora Associada
Ana Maria Pereira Botelho Rego, Professora Associada c/Agregação
Fernando dos Reis Condesso, Professor Catedrático
José Maria Brandão de Brito, Professor Catedrático
José Paulo Mourão de Melo Abreu, Professor Associado c/Agregação
Pedro Luís de Pezarat Correia, Professor Associado c/Agregação
João Carlos Vassalo Santos Cabral, Professor Associado
Maria José Costa, Professora Catedrática Aposentada
Fernando Carneiro Moreira da Silva, Professor Catedrático
Pedro Bacelar de Vasconcelos, Professor Associado
Claúdia Lopes Viana Pimentel Torres, Professora Associada
João Marques Silva, Professor Catedrático
Branca Maria Cardoso Monteiro da Silva, Professora Associada
António da Silva Rocha Reis Cabrita, Investigador-Coordenador Apos.
Teotónio Rosário de Souza, Professor Catedrático
Claúdio Franco, Investigador (ERC grant)
Gonçalo José Lopes Bernardes, Investigador
Ana Isabel Correia Martins, Investigadora-Principal
José Augusto Franco de Oliveira, Professor Associado Aposentado
Maria Madalena dos Santos Alves, Professora-Catedrática
António Rebelo Delgado Tomás, Professor-Coordenador c/Agregação
João Carlos Ferreira Correia, Professor Associado c/ Agregação
Manuel Filipe Cruz de Morais Canaveira, Professor Associado
Mirian Estela Nogueira Tavares, Professora Associada
David Orland Alves Ferreira, Professor Associado
Gonçalo Byrne, Professor Catedrático Convidado
Filomena Martins Pereira, Professora Associada c/Agregação
Luís Manuel Moreira de Campos e Cunha, Professor-Catedrático
Fernando António Batista Branco, Professor Catedrático
Helena Maria Coelho Rocha Terreiro Bártolo, Professor-Coordenador
José Manuel Santos Encarnação, Professor Catedrático
José Alberto Rio Fernandes, Professor Catedrático
Isabela Maria Almeida Fonseca, Professora Associada c/Agregação
Carlos Valdir de Menezes Bateira, Professor Associado
Fernando Augusto Pinto Garcia, Professor Associado c/Agregação Apos
Maria Margarida Nunes Gaspar de Matos, Professora Catedrática
Isabel Mestre Marques Palmeirim, Professora Associada c/Agregação
Fernando da Costa Castro e Fontes, Professor Associado c/ Agregação
Aurora Amélia Castro Teixeira, Professora Associada c/Agregação
José Fernando Gonçalves, Professor Associado
Eduardo Rodrigues de Pinho e Melo, Professor Associado
Susana Isabel Arsénio Nunes Costa Araújo, Investigadora Principal
Cristina Maria Coimbra Vieira, Professora Associada
Fernando José Mendes Rosas, Professora Catedrático
Ricardo Serrão Santos, Investigador-Principal
Manuel Vicente de Freitas Martins, Professor-Coordenador
António Cipriano Afonso Pinheiro, Professor Cat. Jubilado
Carlos Fortuna, Professor Catedrático
João José dos Santos Sentieiro, Professor Catedrático
Maria Amaral Antunes Vaz Ponce de Leão, Professora Catedrática
João Carvalho de Sá Seixa, Professor Associado
Norberto Nuno Pinto Santos, Professor Associado c/Agregação
Álvaro Fernandes Santos Almeida, Professor Associado .
José Teixeira Abreu Medeiros Mourão Professor Associado c/ Agregação
João Carlos Marques, Professor Catedrático
Maria Ana Carvalho Viana Baptista, Professora-Coordenadora
João Luís Correia Duque, Professor-Catedrático
Miguel Bastos Araújo, Professor Catedrático Convidado (HCR, 2015)
Victor Alberto Neves Barroso, Professor Catedrático
Ágata Maria Marques Aranha, Professora Associada c/Agregação
Jorge Ferro da Silva Menezes, Professor-Catedrático
Paulo Alexandre da Costa Lemos, Investigador Principal
Jorge Miguel Alberto Miranda, Professor Catedrático
Carlos Manuel da Silva Lameiro, Professor Associado
Maria dos Santos Proença de Almeida, Professora Catedrática
Maria João Monteiro Brilhante, Professora Associada c/Agreg.
Aníbal Traça Carvalho de Almeida, Professor Catedrático
Edmundo Heitor da Silva Monteiro, Professor Catedrático
Eduardo Augusto dos Santos Rosa​, Professor Catedrático
Winchil Luís Cláudio Vaz,Professor Catedrático
Mónica Bettencourt-Dias, Investigadora Coordenadora
Isabel Antunes Mendes Gordo, Investigadora Coordenadora
Mário Augusto de Carvalho Boto Ferreira, Professor Associado
Claúdio Enrique Sunkel, Professor Catedrático
Nuno Viana Pereira Ferreira Bicho, Professor Associado c/Agregação
Helena E. de Lemos Carvalhão Buescu, Professora Catedrática
Henrique da Fonseca Trindade, Professor Associado c/Agregação
Ana Maria Correia Rodrigues Prata, Professora Associada c/ Agregação
Jorge Pamiés Teixeira, Professor Catedrático
Henrique Veiga Fernandes, Investigador-Coordenador
Pedro Jorge Moreira de Parrot Morato, Professor Associado
Marco Trindade Painho, Professor Catedrático
Manuel Ortigueira, Professor Associado c/Agregação
Adérito Fernandes Marcos, Professor Catedrático
Maria José Félix Saavedra, Professora Associada c/ Agregação
João Luís Serrão da Cunha Cardoso, Professor Catedrático
Anabela Maria Lopes Romano, Professora Associada c/ Agregação
Deborah Power, Professora Catedrática
António Alfredo Coelho Jacinto, Investigador Principal
Leonor Saúde, Investigadora Principal
Nuno Maulide, Professor Catedrático
Maria Teresa Summavielle, Investigadora-Principal
Georges Rupp, Investigador-Principal
Isabel Maria da Costa Salavessa, Investigadora-Principal
Isabel Maria Nunes de Sousa, Professora Associada c/Agregação
Margarida Sofia Pereira Duarte Amaral, Professora Catedrática
José Carlos Ribeiro Bessa, Investigador-Principal
Rui Manuel Moura de Carvalho Oliveira, Professor Associado
António Couto Mouraz Miranda, Professor Associado c/Agregação
José Inácio Ferrão de Paiva Martins, Professor Associado c/Agregação
Luís Aguiar-Conraria, Professor Associado
Carlos Jose Ferreira Cortinhas, Professor Associado
Miguel Portela, Professor Associado
Raquel Maria Medeiros Gaspar, Professora Associada
José Nuno Moura Marques Fidalgo, Professor Associado
Maria do Rosário Almeida Partidário, Professora Associada c/Agregação
Carlos Jorge Ferreira Silvestre, Professor Associado c/Agregação
Mario Rui Fonseca dos Santos Gomes, Professor Associado
Nuno Manuel Mendes Maia, Professor Associado c/Agregação
Paulo José da Costa Branco, Professor Associado
Maria Teresa Themido da Silva Pereira, Professora Associada
Pedro João Borges Graça, Professor Associado
Maria A. Flores Fernandes, Professora Associada c/Agregação


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