Registar    Entrar    Fórum    Pesquisar    FAQ     RSS

Índice do Fórum » Geral » Novidades, Notícias e Avisos





Criar Novo Tópico Responder a este Tópico  [ 1 mensagem ] 
Autor Mensagem
 Assunto da Mensagem: Director do jornal Público
 Mensagem Enviado: Quarta Ago 14, 2019 7:58 pm 
Offline
cientista sempre presente
cientista sempre presente

Registado: Quarta Dez 09, 2015 8:17 am
Mensagens: 1127
Universidade/ Instituto: Minho
Em 11 de Janeiro deste ano enviei à Entidade Reguladora da Comunicação Social uma queixa contra o Director do jornal Público (email abaixo). Note-se porém que já em Maio de 2018 tinha comentado (em email enviado a milhares de Colegas) de forma muito negativa um artigo do mesmo jornalista, quando ainda ele não sonhava que iria ser Director do Público, em texto que está disponivel no link abaixo visualizado várias milhares de vezes https://forum.bolseiros.org/viewtopic.p ... lho#p41100

Feita que está esta introdução sou a classificar o Editorial do mesmo Manuel Carvalho colocado online há pouco mais de uma hora atrás como bastante feliz principalmente quando escreve que:

“Muito mais do que pelas óbvias culpas próprias ou pela determinação do Governo, o que isola os motoristas e os convida ao radicalismo desesperado é essa legítima sensação de serem ao mesmo tempo vítimas do tacticismo cobarde do Bloco e do PCP, da incompetência espúria do PSD e do CDS e da paz podre que o Presidente se esforça por promover. Um clima assim tão mansamente unívoco pode seguramente servir ao PS e enterrar a arrogância dos motoristas. Mas não existe uma democracia saudável com tão falsos consensos nem com tão manipulados compromissos.”
https://www.publico.pt/2019/08/14/polit ... as-1883384

Tendo aplaudido a actuação do Governo neste assunto a qual não se fica a dever tanto à genialidade do mesmo Governo, onde há autênticos atrasados mentais politicos, mas ao facto de termos um Primeiro-Ministro dotado de um instinto politico ferozmente assassino que é capaz de comer o Sócrates como entrada, a oposiçao como prato principal e os motoristas (ou os enfermeiros) como sobremesa a minha opinião é que sendo verdade que os motoristas incomodaram e continuam a incomodar milhões de Portugueses porém o maior crime deles não foi o incómodo que provocaram (um irónico favor ao ambiente e à consciencialização de que os combustiveis fósseis não são eternos), nem tão pouco a violação da requisição civil, porquanto há quem tenha cometido crimes piores (como por exemplo as centenas de pedófilos que todos os anos são condenados com pena suspena) e andem por aí felizes e contentes (comos os vários banqueiros que também receberam uma pena suspensa) mas sim a de terem escolhido como representante um individuo a quem a palavra bandalho assenta que nem uma uma luva, restando somente saber se também é um burlão de papel passado https://www.publico.pt/2019/08/14/socie ... gr-1883457





______________________________________________________________________
De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 11 de Janeiro de 2019 8:00
Para: ERC, Joana Pizarro
Cc: Manuel Carvalho
Assunto: Apresentação de queixa

Exmo Sr Presidente da ERC,
C/C Director do Público

O jornalista Manuel Carvalho, Director do Público, foi em 10 de Janeiro de 2019 autor de um editorial que nada tem de jornalismo mas que tem muito de activismo politico, em denegação do conteúdo do Artigo nº1 do Estatuto do Jornalista.

Escreveu o jornalista em editorial acessível no link https://www.publico.pt/2019/01/10/econo ... to-1857245 que "Ninguém, nem o Estado, tem o direito de saber se o senhor A ou a senhora B têm ou não têm mais de 50 mil euros em contas bancárias". Ou seja o Estado pode saber quanto aufere cada um de nós em rendimentos do trabalho, pode também saber quanto gastamos nas mais variadas rubricas inclusive em despesas de saúde, porém não pode nunca saber quanto temos no banco pois que isso é "um ataque à privacidade dos cidadãos".

Ou seja segundo se depreende para o jornalista o segredo bancário é um valor superior (embora como ensine o catedrático jubilado Vital Moreira o sigilo bancário nem sequer está consagrado na Constituição) mas o combate ao crime organizado, pois que o Director da Europol diz que o mesmo consegue com 99% de eficácia lavar dinheiro através da banca e também a possibilidade do apuramento de matéria que possa permitir criar condições para um dia criminalizar o enriquecimento ilícito já não é.

Desde de logo fica por explicar se o Estado não pode ter acesso a tal informação como é que detectará aqueles que possuem contas bancárias com milhões de euros e vivem do rendimento mínimo como por exemplo estes ? https://sol.sapo.pt/artigo/564208/tinha ... cebiam-rsi

E isso leva-nos aquilo que é na minha opinião um dos maiores embustes em que temos vivido, o da sacralidade de tudo o que não sejam os rendimentos do trabalho, quase parecendo que os rendimentos do trabalho são de origem criminosa mas todos os outros são de imaculada origem. E porém devia suceder exactamente o contrário, pois que nobres são os rendimentos do trabalho e espúrios são muitos outros rendimentos como os provenientes da escravatura, da agiotagem, do jogo ou da especulação financeira, pois que os criminosos não declaram nem pagam IRS.

E esse facto é especialmente grave num contexto em que muitos Portugueses não conseguem esconder do Estado os rendimentos do trabalho, como os funcionários públicos e outros ao contrário destes outros Portugueses https://www.publico.pt/2017/05/20/econo ... as-1772891 Neste contexto é pertinente recordar uma entrevista do famoso Thomas Piketty a uma rádio Portuguesa onde aquele fala de uma ameaça extremamente grave sobre o contrato social firmado nos países europeus.

Será que a teimosia do Sr.Trump em mostrar as declarações de impostos não são uma oportuna prova de como os bilionários deste mundo se safam das suas responsabilidades e da necessidade em reformar o actual sistema de impostos ? E porque é que não se reduz ao mínimo o imposto sobre o trabalho e se aumentam outros impostos nomeadamente, os impostos sobre o consumo de bens de luxo, o imposto sobre o capital e sobre as sucessões e doações ? Sendo por isso que os impostos devem apurar-se em função da riqueza de cada um e não dos rendimentos do trabalho. O que implica desde logo que o Estado dedique elevada atenção a todos esses outros rendimentos atenção essa que tanta indignação causaram ao jornalista Manuel Carvalho e que até se pode entender e aceitar enquanto cidadão mas nunca enquanto jornalista.

Existe por isso violação da alínea a do nº1 do Artº 14 dos deveres dos jornalistas em termos de informar com rigor e isenção. A infracção referida é especialmente grave por ter sido praticada num orgão informativo que é um líder de vendas. Compete por isso à ERC nos termos da alínea d) do Artº 7 dos seus estatutos assegurar que a informação prestada pela comunicação social seja pautada por critérios de exigência e rigor e condenar o jornalista Manuel Carvalho por violação dos deveres a que está obrigado.


Topo 
 Perfil  
Resposta com citações  
Mostrar mensagens anteriores:  Ordenar por  
 
Criar Novo Tópico Responder a este Tópico  [ 1 mensagem ] 

Índice do Fórum » Geral » Novidades, Notícias e Avisos


Quem está ligado

Utilizadores a navegar neste fórum: Bing [Bot] e 5 visitantes

 
 

 
Criar Tópicos: Proibído
Responder Tópicos: Proibído
Editar mensagens: Proibído
Apagar mensagens: Proibído
Enviar anexos: Proibído

Pesquisar por:
Ir para:  
Alojamento oferecido por David A.