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 Assunto da Mensagem: Alemanha__selecção dos professores universitários
 Mensagem Enviado: Quarta Jun 12, 2019 6:07 am 
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cientista sempre presente
cientista sempre presente

Registado: Quarta Dez 09, 2015 8:17 am
Mensagens: 1002
Universidade/ Instituto: Minho
http://www.geaba.de/wp-content/uploads/2017/07/DP_17-22.pdf

Na sequência dos emails abaixo vale a pena revisitar o processo Alemão, descrito de forma detalhada na secção II do artigo no link acima, pág 6-8, que é prova de um sistema muito competitivo que não tem qualquer semelhança com o nosso país onde ironicamente há mais concorrência nos concursos dos professores do ensino secundário do que no ensino universitário. Não admira por isso que a Alemanha tenha 23 universidades no ranking das 100 mais inovadoras da Europa
https://www.reuters.com/article/rpbtop1 ... SKCN1S60PA
(a Espanha tem 5) enquanto que Portugal tem zero e nos próximos anos vai continuar a ter zero apesar dos seus muitos milhares de docentes Excelentes




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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 4 de Junho de 2019 7:57
Assunto: Director do Público__A universidade pasto do amiguismo e couto do nepotismo

https://www.publico.pt/2019/06/04/socie ... me-1875179

"É oficial: as universidades portuguesas são...as que têm os melhores quadros docentes do mundo...Em vez de apostarem numa cultura de exigência, de mérito e de uma procura permanente de melhoria do serviço que prestam, uma grande parte das universidades parece dedicada a afagar o seu ego e a privilegiar a sua corte...pasto do amiguismo e couto do nepotismo movido pelos favores."




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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 3 de Junho de 2019 8:30
Assunto: Será que o excesso de Excelentes da UCoimbra explica a sua saída do ranking Shanghai ?

Faz algum sentido que a Universidade de Aveiro que apresenta os maiores rácios a nível nacional em termos de publicações Scopus/docente ETI respectivamente nos últimos 10, 5 e dois anos viewtopic.php?f=8&t=8428
tenha apenas metade dos seus docentes classificados com Excelente quando comparados com os quase 80% de Excelentes da UCoimbra, universidade que no entanto no mesmo rácio só aparece em 6º lugar ?

Significará isso que a avaliação de desempenho na Universidade de Coimbra atribui muito menos valor à produção científica ?
E se assim for será que isso explica porque é que a UCoimbra ao contrário da UAveiro deixou de constar no Top 500 do ranking Shanghai, o tal ranking que é o único mencionado no recente relatório "Europe – the Global Centre for Excellent Research" http://www.europarl.europa.eu/RegData/etudes/STUD/2019/631062/IPOL_STU(2019)631062_EN.pdf




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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 2 de Junho de 2019 17:08
Assunto: Catedrático Arnaldo Videira

http://www.dgeec.mec.pt/np4/np4/381/%7B ... desFCT.pdf

o Quadro 3 do relatório da DGEEC no link acima mostra que no Ensino Universitário Público existem quase 500 Professores Associados ou Catedráticos que não estão integrados em nenhuma unidade de investigação financiada pela FCT. Já o número de Prof. Auxiliares nessa condição é de 1056 !

É evidente que tendo em conta os resultados comentados no email abaixo que muitos destes Professores viram o seu desempenho classificado com Excelente. Mas isso não é nenhum mistério porque se como afirmou o catedrático Arnaldo Videira basta fazer "gestão" (link no email abaixo) para se ser classificado com Excelente (mesmo que essa gestão seja inútil ou mesmo péssima) então também se pode admitir que haja quem não fazendo gestão, nem mesmo investigação e ficando-se somente pela docência tenha igualmente obtido Excelente. Aliás basta reler o referido catedrático:
“E assim, docentes com uma actividade curricular que os orgulharia (e empregaria) em países como os Estados Unidos, Canadá, França ou Alemanha não conseguem necessariamente pontuação para “excelente”. Por outro lado, docentes que nunca produziram uma publicação científica de qualidade e/ou nunca orientaram um doutoramento conseguem a classificação de excelente.”

E será que esta milagrosa receita que produz Excelentes em barda nos vai aproximar da Suiça ou da Suécia ou será antes aquela que nos vai aproximar de Marrocos ou da Turquia ?

Não seria mais honesto acabar com esta fraude (Arnaldo Videira dixit) e utilizar o famoso método, que é o do tempo de serviço que utilizam no ensino secundário e noutras carreiras da função pública? É verdade que alguns mais argutos dirão que isso não é seguir as melhores práticas internacionais. Pois não será mas aquilo que temos tão pouco o é. E entre ter um método que é arcaico e retrógrado ou ter um que é uma farsa mais vale o primeiro pois a academia não pode por Principio dar-se ao "luxo" de estar associada a esquemas fraudulentos.



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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 2 de Junho de 2019 7:46
Assunto: Metade dos professores do ensino superior foram classificados com Excelente

https://www.publico.pt/2019/06/02/socie ... te-1874993

É bom saber que o país cuja ciência não recebe um Nobel há 70 anos, o mesmo que nunca teve um vencedor de uma medalha Fields, o mesmo que em termos do rácio (artigos com mais de mil citações/milhão de habitantes) aparece em 22º lugar na Europa, que é o mesmo país que tem um elevado número de concursos viciados http://forum.bolseiros.org/viewtopic.php?f=8&t=6365 e que tem a maior percentagem de endogamia da Europa conseguiu produzir tantos excelentes. Isto é a prova que a literatura cientifica está completamente errada e que afinal a endogamia é um sistema que produz excelentes. Portugal tem que patentear sem demora esta prodigiosa inovação. Se na Alemanha, no Reino Unido ou nos States sabem desta noticia vão eleger Portugal como um caso de estudo.

Percebe-se agora melhor quais são as expectativas para o resultado final do processo de avaliação das unidades de investigação científica que está em curso. Se não houver a mesma percentagem de unidades classificadas com excelente irá haver muitos descontentes a reclamarem que a avaliação foi incapaz de reconhecer a sua notória excelência.

De parabéns estão sem dúvidas as instituições que nem sequer se deram ao trabalho de informar o jornal Público, talvez porque devem pensar que vivem numa realidade alternativa onde não entra o conceito de accountability. Outra possível explicação é admitir que tem vergonha dos resultados. Seja como for compete ao MCTES assegurar que essa informação seja tornada pública o quanto antes pois os contribuintes deste país tem o dever de saber o que se passa em instituições públicas que recebem centenas de milhões de euros do Orçamento de Estado e para isso não devem estar dependentes das iniciativas de nenhum jornal.

E já agora por acaso alguém ainda se lembra das pérolas de um catedrático da UPorto sobre esta avaliação dos docentes ? https://www.publico.pt/2017/02/09/socie ... os-1761170


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